Tite fala sobre Gabigol, Pulgar, Thiago Maia e jogo do Flamengo

26/10/2023, 14:54
Atualizado: 01/11/2023
Tite dá instruções ao seu time na beira do gramado da Arena do Grêmio; em coletiva, técnico analisou a derrota do Flamengo

Após ser derrotado pelo o Grêmio por 3×2 e perder os 100% de aproveitamento no comando do Flamengo, Tite conversou com jornalistas em entrevista coletiva. O treinador rubro-negro fez uma longa análise sobre o desempenho da equipe e abordou diversos outros aspectos da partida.

Tite explicou a saída de Pulgar e o novo posicionamento de Thiago Maia após a substituição de Pablo, fez analogia com o boxe, tratou do lado psicológico do elenco e falou sobre o atual momento de Pedro e Gabigol, que não vivem boa fase. Veja abaixo todas as respostas da coletiva de Tite.

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Grêmio 3×2 Flamengo – análise de Tite

“Desses diferentes momentos do jogo, porque começamos bem, o Grêmio cresceu e equilibrou. Nós fizemos o gol, voltamos bem no segundo tempo. As mudanças foram colocando velocidade no Grêmio. Trouxe o gol de empate em circunstâncias de infiltração central e de qualidade que teve”

“O Flamengo sentiu o gol, tem que absorver e isso é um processo de maturidade. Absorve o gol e vai procurar o jogo de novo. E aí tiveram efetividade nas jogadas criadas, conseguiram botar velocidade e fizeram os gols. Fizemos o 3×2 ainda nas mexidas que teve, ainda um pouco de velocidade na frente, mas o insuficiente para empatar”.

Virada do Grêmio foi um acidente?

“Não, acidente não. ele tem uma causa, tem uma análise a ser feita. Antes, coloquei o aspecto . Quando toma o gol, tem que ter absorver. Tem de ter a naturalidade e maturidade para continuar tendo desempenho suficiente e normal”

“O Grêmio foi efetivo nas oportunidades que teve. Isso também conta para o jogo, esse processo. Nós estávamos a mercê, talvez tenha faltado um pouco de contundência para buscar. Buscamos o segundo gol porque estávamos dominando para buscar e fazer o segundo gol, porque aí te dá uma condição melhor dentro da partida, de definir”.

Substituições: saídas de Pablo e Erick Pulgar

“O Pulgar saiu por uma condição clínica, já estava com uma virose, com cartão e já estava debilitado. Inclusive está sendo medicado agora. Não fosse, não sairia”;

“A substituição do Pablo foi uma substituição ofensiva, e o Matheuzinho não foi para a zaga. O Thiago Maia foi fazer a saída, ter mais um jogador de articulação atrás, para ter mais uma construção para chegar na frente”.

Bruno Henrique no banco e atuação de Cebolinha

“Do Bruno você precisa de todas as informações. Para 90 minutos, seria muito difícil para manter o nível. Para menos teria. Com plantel que tem e oportunidades que são, Cebolinha vai participar. Teve efetividade, jogou um belo primeiro tempo, depois foi caindo um pouquinho. Por isso a substituição, para ter um jogador num curto espaço de tempo, mas numa condição melhor”

Montar o time sem Pulgar para o próximo jogo

“A sustentação desses dois meio-campistas (Pulgar e Thiago Maia) tem sido fundamental na organização da equipe. Tenho a consciência dessa movimentação e mobilidade dos dois, a importância tática dos dois“;

“Mas vou ter a oportunidade, eu falei para eles no vestiário, é fácil o técnico assumir com vitória, vitória em clássico. Mas eu tenho a consciência e discernimento de saber do trabalho para que essa construção, inclusive de confiança no treinamento se prolongue. Inclusive para conhecer melhor os atletas e saber em que momento importante eles podem utilizados. Esse tempo todo (até o próximo jogo) vai ajudar também”.

Má-fase de Pedro e Gabigol

“É o conjunto todo. No futebol eu aprendi que somos todos responsáveis. O técnico maior pela visibilidade e pelas escolhas. É da atribuição. Mas não tem esse jogador, não foi essa situação, não tem. Senão facilita todas, não é um esporte individual. Todos nós temos a condição de crescer. Eu, inclusive, no conhecimento dos atletas e a utilização, é inclusive dessa transição, dessa minha chegada para conhecer os atletas e desenvolver o trabalho”.

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Parte psicológica do time

“O jogo de futebol apresenta diferentes fases. Tu falou, mas não foram os termos que eu usei. Desligar eu não usei, e nem termos psicológicos. Disse que tu tem que absorver porque o futebol, tal qual outro esporte, eu uso até o boxe como exemplo: quando tu recebe um jab, alguma coisa, tu traz para trás, volta, se resguarda. Vou ser específico para futebol: tomou o gol? Fica com a bola, fica com o controle, domínio, e naturalmente vai retomar o seu melhor nível. Esses pequenos ajustes eles são necessários”.

Pressão de assumir o Flamengo

“A pressão e a exposição do técnico. O técnico de futebol te traz uma série de benefícios extraordinários, tenho consciência disso. Mas traz uma visibilidade e uma cobrança, e em um grande clube, grande marca, na proporção exata. Tem que ter serenidade, conhecimento, discernimento para absorver. Faz parte do jogo”.

Briga pelo G4

“Quando eu assumi, do segundo ao nono colocado estava assim e há um equilíbrio muito forte. A busca ela foi desde o início da Libertadores direta sim, e há concorrência muito forte também”.

Trocas do Grêmio surpreenderam o Flamengo no segundo tempo?

“No segundo tempo, nós estávamos com volume, criando oportunidades não tão contundentes, mas com o domínio do jogo. O Renato foi feliz porque acelerou o time, botou a garotada para acelerar, e nessa primeira jogada de infiltração central, o Ferreira teve essa característica. Entrou e finalizou no gol de empate”

“Então tem méritos, claro que tem, o adversário. Não estou aqui falando: ‘Ah, acelerou a equipe’, mas o Flamengo não se surpreendeu. Ele buscou, queria fazer o segundo gol. Saiu Pulgar, ele trouxe um jogador de articulação para chegada na frente. Naquilo que é o modelo do Flamengo. Não quero retirar aquilo que é o molde e o que são os links que o Flamengo tem”.


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André Antunes
Autor
28 anos, jornalista formado na FACHA. Sou apaixonado pelo Flamengo e esportes em geral, mas com foco no futebol e basquete.