Moraes mantém ex-dirigente do Flamengo réu pela tragédia do Ninho

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou um pedido da defesa do ex-diretor de Meios do Flamengo Antônio Garotti para anular a denúncia contra ele por incêndio culposo qualificado na tragédia do Ninho do Urubu.
Garotti é um dos três únicos nomes ligados ao Flamengo incluído entre os réus pela tragédia do Ninho, que completou cinco anos sem nenhuma condenação judicial, juntamente com o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello e o ex- engenheiro do clube Marcelo Sá.
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A defesa de Garotti alegou na ação no STF que a denúncia contra o ex-dirigente não atenderia os mínimos requisitos legais e ofenderia os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Relator da ação de Garotti na Primeira Turma do STF, Moraes rejeitou os argumentos da defesa e considerou que a denúncia sobre a tragédia do Ninho é minuciosa ao individualizar a responsabilidade do ex-diretor do Flamengo, que teria sido negligente por ter conhecimento das irregularidades envolvendo as condições de alojamento dos Garotos do Ninho.
O ministro afirmou que não é possível analisar as alegações da defesa sem revisão das provas, o que não seria permitido nesse tipo de recurso.
Processo por tragédia do Ninho continua com oito réus
A posição de Alexandre de Moraes foi seguida pelos demais ministros da Primeira Turma do STF. Com isso, Garotti continua réu no processo que tramita na 36ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.
Além dos ex-dirigentes do Flamengo, são réus no processo pela tragédia do Ninho Claudia Pereira Rodrigues, Weslley Gimenes, Danilo da Silva Duarte e Fabio Hilário da Silva, da NHJ (empresa que forneceu os contêineres); e Edson Colman da Silva, técnico em refrigeração responsável pela manutenção do aparelho de ar condicionado que causou o incêndio.