Ex-nutricionista lembra quando salvou elenco de furada antes de título em 2019

A inesquecível final da Copa Libertadores de 2019, contra o River Plate, contou com o protagonismo de Gabigol, que marcou os dois gols de uma das maiores viradas da história. Mas além do camisa 9, o Flamengo contou com uma ajuda inesperada em Lima, na véspera da decisão: o nutricionista Thiago Monteiro.
Em participação no podcast “Mundo GV”, apresentado pelo ex-goleiro Getúlio Vargas, o ex-nutricionista do Flamengo lembrou do episódio em que “salvou” o elenco de uma contaminação na água no hotel em que o elenco ficou hospedado para a decisão contra o River Plate.
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“Toda viagem internacional a gente mandava um chef de cozinha para ver tempero, ponto do arroz, entre outros. Assim, em todo jogo internacional eu não liberava suco natural, só de caixinha, por conta da contaminação da água. Chegamos lá, tinha suco de fruta. Aí falei que não tinha como, só de caixinha. Mas no dia seguinte, chegou o Arão perguntando: ‘cadê o suco?’. Falei que não ia ter, só de caixinha”, disse, antes de completar:
“Aí a comissão técnica veio pedir, então liberei. Eles não fazem gol. Mas aó chegou na quinta-feira, acordei, três mensagens da comissão, com diarreia. Não passava ‘nem vento’, já imaginei que a torcida ia me matar. Na véspera do jogo (sexta), 80% da comissão técnica com diarreia, inclusive eu. Mas nem um jogador, o Arão me agradece até hoje”, afirmou Thiago Monteiro.
Thiago Monteiro e as regras de Jorge Jesus no Flamengo
Mas além do episódio que livrou o elenco do Flamengo de uma contaminação em massa na véspera do jogo mais importante da temporada, Thiago Monteiro também falou sobre Jorge Jesus, técnico da equipe naquele ano. Assim, o nutricionista falou sobre a influência do português no dia a dia do clube.
“Praticamente tudo (Influência de Jesus na organização do clube). Mas em termos de disciplina, tudo tinha que ser muito certinho. Eram R$ 100 por minuto atrasado, e dia de jogo era dobrado. Então, sempre tinha regra, tudo tinha regra. E ele mandava cobrar”, disse Thiago Monteiro.
“O almoço era às 12h, às 11h59 já tinha fila de jogador para entrar no refeitório. Peguei um jogador na época comendo alguma coisa no aeroporto sem ter me perguntado se podia. Foi punido em R$ 2 mil. Se eu não autorizei, eram R$ 2 mil de multa. Marquei para algum jogador fazer pesagem, mas o jogador não foi? R$ 500 de multa. Então assim, tinham regras, e regras fazem a diferença”, completou.