Zé Roberto traz bastidores e detalha volta por cima do Flamengo em 2009

Atualizado: 28/02/2026, 19:30
Zé Roberto no MengoCast

O ex-jogador Zé Roberto fez parte do time campeão brasileiro em 2009 e enriqueceu aquela temporada histórica com seus relatos.

➕Adriano fez atleta do Flamengo chorar no vestiário, diz Zé Roberto

Em participação no MengoCast, na FlamengoTV, o ex-atleta relembrou a arrancada histórica para o título, com o Flamengo saindo de 14º lugar para o título no Maracanã, na última rodada.

Segundo Zé Roberto, a arrancada só foi possível por conta do grupo, que entendeu que precisava melhorar. Para o ex-jogador, partiu dos atletas a evolução para arrancar até o topo.

"Era um grupo que tinha vários líderes. Léo Moura com muito tempo de casa, Angelim entendia o que era Flamengo, Juan, Adriano. Adriano cobrava muito, era chato, tirava do sério, perturbava dentro de campo. Mas sempre aquela coisa positiva. Esses jogadores mais cascudos. Todo mundo entendeu. Algum jogador, normalmente, não gosta de escutar que tem que melhorar. Mas todo mundo entendeu. Está ruim mesmo, vamos procurar melhorar. O primeiro passo foi a gente entender que, como equipe, estávamos muito mal. Tinha que mudar, né?", lembra.

Zé Roberto comenta importância de Andrade para o Flamengo de 2009

Zé Roberto também respondeu sobre Andrade, relembrando conversa que teve com o comandante e como ele dava confiança para o elenco.

"O Andrade estava com a gente no dia a dia, já era o auxiliar. Ele e o Marcelo Fera foram muito importantes, ajudaram muito a gente naquela arrancada. Ele estar no clube e entender o dia a dia foi muito importante. Já sabia o que tinha que mudar, quem precisava melhorar fisicamente. Ele me fez treinar 15 dias e disse que precisava de mim, você se sente importante dentro do elenco. 'Você é a cara do Flamengo, mas tem que ter algo a mais. Mostrar que você quer, sem a bola, disposição'. Me ajudou muito", relembra.

Por fim, ele conta que Andrade mudou mais o ambiente do que o potencial técnico e tático do time, afirmando que ele dava liberdade aos jogadores para decidirem o que era melhor.

"Mudou mais o ambiente do vestiário. Ele falava que só daria as ferramentas. Dava a liberdade para a gente trocar ideia. Colocava o time num sistema, a gente falava que desse jeito não está legal, tem que marcar em cima. 'Cara, é com vocês'. Essas coisas fluíam muito bem", conclui.

A entrevista completa pode ser assistida abaixo.


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Erick Viana
Autor
Jornalista formado pela UniCarioca e pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Especializado na cobertura do Flamengo, une paixão pelo esporte e pela comunicação para levar informação com credibilidade e emoç...