Vitória contra o Cusco encerra sequência de 7 jogos sem vitórias do Flamengo na altitude

A estreia vitoriosa do Flamengo na atual edição da Copa Libertadores teve um peso duplo para a Nação. Além de garantir a tranquilidade no início da fase de grupos, o Mais Querido conseguiu exorcizar um dos seus maiores fantasmas recentes no continente sul-americano.
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O Flamengo encerrou um incômodo jejum histórico ao vencer o Cusco no Peru. O clube carioca não ganhava uma partida oficial na altitude há longos sete jogos, acumulando quatro derrotas e dois empates desde o triunfo contra a LDU, em Quito, no ano de 2021.
A sombra do passado e o peso da montanha
Atuar acima dos 2.500 metros do nível do mar se tornou sinônimo de tropeço para o Rubro-Negro nos últimos anos. A última vez que o torcedor havia comemorado uma vitória nessas condições foi há cinco anos, quando a equipe superou a LDU por 3 a 2, na altitude de 2.850 metros de Quito, pela edição de 2021 do torneio continental.
Desde então, subir a montanha virou um tormento. Diversas comissões técnicas passaram pelo clube e tentaram diferentes estratégias de aclimatação e logística, mas a falta de oxigênio sempre cobrava o seu preço no placar final. O Rubro-Negro sofreu contra adversários de Equador, Colômbia e Bolívia.
O retrospecto da série sem vitórias
A sequência negativa que aterrorizou o Mais Querido nos últimos anos empilhou resultados frustrantes tanto na Copa Libertadores quanto na Recopa Sul-Americana. Confira a lista dos tropeços nas alturas que antecederam a redenção no Peru:
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Independiente Del Valle 1 x 0 Flamengo (Recopa 2023)
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Aucas 2 x 1 Flamengo (Libertadores 2023)
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Millonarios 1 x 1 Flamengo (Libertadores 2024)
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Bolívar 2 x 1 Flamengo (Libertadores 2024)
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Bolívar 1 x 0 Flamengo (Libertadores 2024)
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LDU 0 x 0 Flamengo (Libertadores 2025)
A quebra de paradigma de Leonardo Jardim
O triunfo por 2 a 0 em Cusco, a 3.350 metros acima do nível do mar, marca uma verdadeira quebra de paradigma para a equipe comandada por Leonardo Jardim. O resultado comprova que o planejamento logístico atual, que envolveu noites na cidade peruana e tecnologia de pressurização, finalmente conseguiu anular a desvantagem fisiológica.
Ao deixar esse longo tabu para trás logo no primeiro jogo, o Flamengo manda um recado claro ao continente: o atual elenco não é refém das condições geográficas. A vitória tira um peso gigantesco das costas dos jogadores e pavimenta com confiança a longa estrada rumo ao pentacampeonato da América.











