De Vini a Gabigol, passando por Vitinho e Gerson: jogadores do Flamengo sofrem com racismo

21/03/2022, 18:10
Atualizado: 01/04/2025
Gabigol e outros jogadores do Flamengo que sofreram racismo

O Flamengo tem em sua história uma luta forte contra o racismo. O urubu, como mascote, foi escolhido em forma de afronta a torcedores rivais que praticavam atos hediondos contra a imensa Nação Rubro-Negra simplesmente pelo ódio à maioria negra que a compõe.

No último domingo (6), Gabigol foi mais uma vítima desse ódio contra negros e atletas de cor que já passaram pelo Mais Querido.

O Mundo Bola traz alguns casos de jogadores e até treinadores que sofreram com isso. A ideia desse levantamento, rubro-negro, é nada mais do que elencar os casos mais recentes e dizer que as vítimas pararam de se calar e começaram a denunciar. Não há mais espaço para racismo no futebol.

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Gerson. Vinícius Júnior. Vitinho. Hugo Souza. Cristóvão Borges. Gabigol. Todos esses nomes têm algo em comum: foram hostilizados em campo através de um crime chamado racismo. O mais recente, de Gabigol, aconteceu no último domingo (6), durante o intervalo do clássico entre Flamengo e Fluminense. O Mundo Bola quer mostrar que este não foi apenas um caso isolado. Eles acontecem recorrentemente.

Jogadores sofreram racismo e adversários saíram impunes

Gerson

Um dos casos com maior repercussão foi o de Gerson. Isso porque o jogador ouviu, dentro de campo, palavras racistas de Índio Ramírez, à época no Bahia. Contudo, a denúncia foi arquivada pouco tempo depois de ir ao tribunal. Ao fim da partida, o ex-volante do Flamengo, hoje no Olympique de Marseille, relatou ter ouvido as palavras: “Cala a boca, negro“. Entretanto, após o jogador não prestar depoimento, o STJD arquivou o processo alegando falta de provas.

Vitinho

O caso de racismo aconteceu nas quartas de final da Libertadores, no Paraguai. À época, torcedores do Olimpia chamaram os jogadores do Flamengo e, além disso, imitaram macacos. Entretanto, não houve punição e nada foi feito. Vitinho foi um dos que mais ficou sentido e falou sobre isso.

Vinícius Júnior

O racismo envolvendo Vinicius Jr não foi diretamente contra o jogador, mas sim aos familiares. Isso porque durante um clássico contra o Botafogo, um torcedor alvinegro fez gestos racistas apontando para a cor da pele dos familiares do atacante. Contudo, identificaram e detiveram o torcedor, liberado no dia seguinte. A justiça concedeu liberdade ao “torcedor”. Outro caso que saiu impune.

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Hugo Souza

O goleiro, que segue no Flamengo, foi vítima de racismo na internet após falhar contra o São Paulo na Copa do Brasil. Hugo Souza já havia sofrido racismo na base, ao ser chamado de “macaco” por torcedores do Vasco. Contudo, novamente os agressores saíram impunes, uma vez que os internautas também apagaram as publicações para evitar punições severas.

Cristóvão Borges

À época como treinador do Flamengo, Cristóvão Borges também passou por racismo. Foi por causa do jornalista Renato Maurício Prado, que chamou o comandante rubro-negro de Mourinho do Pelourinho. O técnico ficou ofendido, mas o caso não foi adiante e sequer teve punição ao integrante da imprensa.

Racismo contra jogadores do Flamengo: estes não foram os primeiros casos

As histórias citadas acima são mais uma prova de que o racismo não está presente apenas no estádio, no torcedor. Ele vem de onde menos se espera. Esses casos não são os primeiros, mas esperamos que sejam tenham sido os últimos. Uma vez que não há mais espaço para esse desfile de ódio no meio do futebol.

A origem do Flamengo é negra. O clube é Rubro. O clube é Negro. Além disso, o Flamengo é o clube do povo, das massas, das favelas. E merece respeito. Não só os jogadores, mas também técnicos, torcedores, familiares. Todos merecem respeito.