Teste de fogo! Leonardo Jardim vive situação inédita na carreira em Cusco x Flamengo

A estreia do Flamengo na Copa Libertadores não testará apenas o fôlego dos jogadores dentro de campo. Na beira do gramado, o Rubro-Negro será comandado por um profissional que está prestes a encarar o oxigênio rarefeito de forma totalmente diferente do que já viveu.
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O técnico Leonardo Jardim vai enfrentar uma situação completamente inédita em sua carreira durante a importante partida desta noite. Acostumado com o futebol europeu, o treinador português desafiará a temida altitude extrema de Cusco, superando com folgas a sua única experiência anterior no continente sul-americano.
O histórico modesto de Jardim nas montanhas
Em mais de duas décadas de carreira, Leonardo Jardim precisou lidar com os efeitos da altitude sul-americana em apenas uma ocasião. Em 2025, quando ainda comandava o Cruzeiro, o português viajou para enfrentar o Mushuc Runa, pela Copa Sul-Americana, em um cenário geográfico bem menos punitivo.
O duelo foi disputado na cidade equatoriana de Riobamba, localizada a 2.750 metros acima do nível do mar. Além do ar menos rarefeito em comparação ao Peru, o contexto de pressão era drasticamente menor. Naquela oportunidade, priorizando o Campeonato Brasileiro, Jardim mandou a campo uma equipe alternativa. Apenas o goleiro Cássio e o zagueiro Fabrício Bruno iniciaram a partida entre os titulares habituais, e o jogo terminou empatado em 1 a 1, com gol de Lautaro Díaz.
O salto para os 3.400 metros no Peru
O cenário que o treinador encontrará nesta quarta-feira é incomparavelmente mais duro. O salto dos 2.700 metros do Equador para os quase 3.400 metros de Cusco representa um impacto brutal na fisiologia dos atletas e no comportamento da bola. A resistência física cai vertiginosamente e os passes tornam-se muito mais velozes, exigindo uma leitura tática impecável.
Além da severidade geográfica, a pressão esportiva mudou de patamar. Leonardo Jardim não está mais gerindo um elenco misto na Sul-Americana, mas sim comandando o Flamengo — dono de um elenco de R$ 1,3 bilhão — na estreia do torneio mais importante das Américas, com a diretoria oferecendo uma premiação milionária pelo título.
A Nação aguarda para ver como a prancheta do treinador português, forjada nos grandes centros europeus, vai se comportar diante da armadilha invisível e traiçoeira da Cordilheira dos Andes.
Foto: Wagner Meier / Getty Images












