'Se jogar como jogou contra o Palmeiras...', diz jornalista sobre Fla no Mundial

O Flamengo enfrenta o Boavista nesta quarta-feira (1º), às 21h10 (Horário de Brasília), mas para muitos, os resultados do Cariocão não são parâmetro para o desafio que o Mais Querido terá no Mundial de Clubes. É o caso do jornalista Paulo Massini, da BandSports, que opinou sobre a partida cravando vitória flamenguista, mas afirmou que se jogar como jogou contra o Palmeiras na Supercopa do Brasil, o Mais Querido não vence o torneio internacional. Ele vai além e diz que não importa qual seja o adversário.
“Com todo respeito ao Boavista, mas o Flamengo vai ganhar. Agora, eu vou ser categórico. Se jogar como jogou contra o Palmeiras, o Flamengo não vai ganhar Mundial nem aqui, nem em Bangladesh. Seja qual for o adversário da final, tá? Não ganha o Mundial”, afirma o jornalista.
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Paulo diz ainda que o time pode vencer os adversários mais fracos, mas que terá muitos problemas contra equipes mais fortes, como o Real Madrid, por exemplo.
“Se seguir neste modelo, o Flamengo vai ter dificuldades. Porque em jogos contra times mais frágeis, o talento individual pode até resolver, faz um, dois, três gols. Mas chega um momento que se você pegar um adversário mais difícil e bem organizado, você sofre. Tem Carlo Ancelotti do outro lado, com trabalho mais consolidado que o do Vitor Pereira”, complementa.
Jornalista relembra gol em Flamengo x Palmeiras e explica porque entende que o clube não vai vencer o Mundial de Clubes
Massini enxerga diferenças entre as características do plantel do Flamengo e as ideias de jogo de Vitor Pereira. O profissional explica que o português gosta de pontas velozes, o que foge do estilo time atual. Além disso, critica o quarto gol sofrido para o Palmeiras na Supercopa, vê marcação confusa e acredita que o tempo curto joga contra o Mengão.
“Existe uma não conexão do que o treinador pensa com o modelo do Flamengo. Isso devia ter sido pensado antes de contratar o cara. Um cara que gosta de jogadores fortes que fazem lado de campo, velozes. As arestas têm sido letais. O quarto gol do Palmeiras, eles têm absoluta liberdade para trabalhar a bola. Olha o Arrascaeta onde está. Este modelo, que era o modelo Jorge Jesus, precisa de um ajuste grande que talvez eles ainda não estejam preparados para dar, que é marcar com a bola. Pressionar o adversário quando perde a bola”, finaliza. Veja: