Ruínas no Gasômetro complicam sonho do Flamengo por estádio próprio

O especialista e arquiteto Fabrício Chicca revelou, durante live no canal Barbacast, que nas sondagens realizadas no terreno do Gasômetro, comprado pelo Flamengo para a construção de seu estádio, foram encontrados vestígios de um antigo porto ou cais, possivelmente datado do século XVII. A descoberta pode acabar atrapalhando o sonho rubro-negro da casa própria.
➕ Flamengo vê 3 tópicos como decisivos para construção de estádio no Gasômetro
Como a área faz parte da zona histórica do Rio de Janeiro, o achado foi imediatamente comunicado ao IPHAN, órgão responsável por avaliar sua relevância e definir quais medidas deverão ser adotadas. O tema ganhou atenção dentro do Flamengo, que acompanha de perto cada etapa do processo.
Dependendo da classificação do IPHAN, o material pode apenas ser documentado e retirado, pode exigir uma extração cuidadosa com impacto no cronograma ou, em caso de alto valor histórico, precisar ser integralmente preservado. Chicca considera pouco provável que o projeto do Flamengo no Gasômetro seja inviabilizado, mas admite que, se o sítio arqueológico for considerado de valor excepcional e estiver exatamente na área das fundações principais, o plano poderá sofrer alterações.
Também existe a possibilidade de adaptação arquitetônica, incorporando a eventual ruína ao futuro estádio como elemento histórico e cultural. Internamente, o Flamengo trata o empreendimento como um projeto de longo prazo. A diretoria, presidida por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, entende que o momento econômico, com juros elevados, exige cautela e planejamento financeiro.
Má notícia traz tranquilidade a Bap, já que presidente do Flamengo tem cautela sobre estádio no Gasômetro
No fim das contas, o próprio Flamengo pode acabar beneficiado pelo tempo adicional relacionado ao Gasômetro. Como o presidente já sinalizou, a postergação permite ao clube atravessar o cenário de juros altos com mais segurança jurídica e menos pressão imediata.












