Revolução na base: José Boto detalha medida crucial implementada

04/04/2025, 15:35
Atualizado: 04/04/2025
José Boto no MengoCast

A nova Flamengo TV segue com o bom programa MengoCast, um podcast exclusivo do clube, com nomes importantes. José Boto, diretor técnico do Flamengo, foi o convidado dessa sexta-feira (4).

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Entre os temas, a base flamenguista foi ponto alto da entrevista. O português explica sua primeira medida implementada nas categorias inferiores.

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José Botou alterou a captação dos jovens atletas, e agora, um estilo específico passou a ser prioridade. Jogadores técnicos e velozes, que saibam ficar com a bola, devem tomar os lugarem de atletas mais físicos.

"O trabalho na base é menos visível a curto prazo. A primeira grande medida foi mudar o perfil do jogador que entrava no Flamengo. Via aqui, havia uma diferença muito grande daquilo que eram as ideias do Filipe Luis, mas que eu acho que é o DNA do Flamengo, jogador técnico, bom, rápido, que gosta de ter a bola. Na base, via jogadores mais físicos, mais maturado, que depois, não tem utilidade na equipe principal. Essa medida, para mim, era essencial. Mudar o perfil do jogador que vamos buscar para a base", inicia.

Para Boto, os jogadores físicos foram prioridade pela ânsia de conquistar na base. O modelo pensado pelo estrangeiro é diferente.

"Os títulos são sempre importantes, mas por querer ganhar na base, não podemos inverter o processo. É muito mais fácil ganhar com jogadores que, fisicamente, estão maturados. Estão melhores que os outros, farão a diferença nos níveis mais baixos. Mas o ganhar na formação não pode cortar o resto que é importante. Ganhar tem que ser uma consequência do que está sendo bem feito", comenta.

Medida pode alterar forma como jovens chegam ao time principal

A nova captação de jovens pode transformar os jogadores que chegam ao time de cima. Isso porque a ideia é ter mais atletas chegando prontos para serem utilizados no estilo de jogo do time principal.

"Temos que ter jogadores com perfil que queremos para chegar ao time principal. Não vão chegar todos, mas um ou dois, é muito bom. E se, dos outros, vendermos por um bom valor, também é muito bom. Mas não podemos ter jogadores sem o perfil indicado. Havia uma sede muito grande de ganhar títulos na base. Esse não pode ser o caminho", avalia.

Por fim, Boto chega a elogiar Wallace Yan, que se encaixa na visão citada, apesar de ser um jogador que já estava na base antes de sua chegada. Mas o principal, para Boto, é a boa mentalidade do jovem. A parte mental, muitas vezes, é o que atrapalha a chegada desses atletas no profissional.

"É um jogador que não tem medo de jogar, vai para dentro. É muito bom de cabeça, o que também é muito importante. É alguém que ouve. Muitas vezes, tratamos os jogadores como estrelas, que não são ainda, e quando chegam ao profissional, têm dificuldades e entender que estão muito longe de poderem treinar no profissional. Ninguém era capaz de dizer que se não fizer isso, não joga. É a pior coisa que pode acontecer a um talento na base, ser tratado como estrela", finaliza.