Rebeca Andrade ressalta importância de cuidado com a saúde mental no esporte

Atleta do Flamengo, Rebeca Andrade fez história em mais um Mundial de Ginástica Artística no último mês de setembro. Rebeca, de apenas 24 anos, finalizou a competição na Bélgica com cinco medalhas, sendo uma de ouro, três de prata e uma de bronze. Para a ginasta, o cuidado com sua saúde mental é indispensável para garantir resultados tão impressionantes.
A atleta participou de uma entrevista na CazéTV, onde revelou pontos importantes sobre sua carreira. No entanto, Rebeca Andrade chamou atenção principalmente pela sua autoconfiança, mesmo sendo tão nova. A ginasta explicou que a terapia mudou sua percepção de como lidar com críticas e preparar sua mente para as competições.
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“Quando eu era mais nova, realmente as críticas me afetavam muito. Eu ficava nervosa, sentia muito a pressão. Mas desde que comecei o tratamento com a Aline, minha psicóloga, lá em 2013, a gente foi aprendendo a fazer uns trabalhos contra nervosismo e ansiedade. Aprendi que as expectativas das outras pessoas não depende de mim, só posso me controlar e não controlo o que os outros querem que eu faça”, disse Rebeca.
Com o ótimo desempenho no Mundial de Ginástica, Rebeca Andrade está garantida nas Olimpíadas de Paris 2024. Essa será apenas sua terceira participação no maior evento esportivo da humanidade. No entanto, a atleta do Flamengo já conta com medalhas de peso nos Jogos Olímpicos: em Tóquio, Rebeca faturou um ouro e uma prata.
Na entrevista com a CazéTV, Rebeca Andrade ainda comentou sobre outros aspectos, não só da sua vida pessoal, como também da carreira. Confira os principais momentos:
Família em Guarulhos
Rebeca cresceu com seus sete irmãos em Guarulhos, cidade de São Paulo. Seu início na ginástica foi possível graças ao apoio incansável de sua mãe, Rosa, que trabalhava como faxineira para arcar com os treinamentos da filha. Atualmente, sua família segue na cidade paulista, enquanto Rebeca Andrade mora no Rio.
“Sai de casa com 10 anos e fui para Curitiba. Fiquei um ano lá, com meus treinadores e outras atletas. Depois a gente foi para o Rio, e eu estou aqui desde então. Minha mãe, meus irmãos… toda a minha família ficou em Guarulhos. Até hoje eles vivem lá, mas veem me visitar”, comentou.
O que Rebeca Andrade faz na reta-final de preparação
Assim como a maioria dos atletas, Rebeca também reserva os últimos dias de preparação para um torneio para tentar acalmar os ânimos. A rubro-negra ainda faz um “detox” das redes sociais e evita ler comentários.
“Quando está chegando perto da competição, eu não fico muito ligada no que as pessoas estão comentando ou falando. Eu acho que isso deixa a gente ansiosa. Uso meu celular só para jogar, ver memes e dar risadas. Fico bem tranquila”.
Aparelho favorito
Medalhista em todas as modalidades, a atleta do Flamengo revelou qual seu aparelho favorito na Ginástica Artística. Rebeca Andrade tem preferência nas barras assimétricas/paralelas, justamente o aparelho no qual a ginasta mais venceu medalhas, com 10 conquistas:
“O aparelho que mais gosto é a paralela, não sei explicar o porquê (risos). Mas o que eu mais tenho possibilidades é no salto, como todo mundo pode ver. O único que eu não curto muito é a trave, é difícil”, disse.
História curiosa vai virar nova tatuagem de Rebeca
Ao mostrar suas tatuagens feitas até então, Rebeca revelou uma história surpreendente que aconteceu no último Mundial. A atleta comentou que uma borboleta deu sorte para ela e Flávia Saraiva, ambas medalhistas, e por isso, irá tatuar a mariposa.
“Tenho uma tatuagem dos arcos olímpicos, uma rosa na nuca em homenagem ao nome da minha mãe. Também tenho ‘family’ e um coração no braço. Quero fazer uma borboleta no pé, porque nesse Mundial ela pousou no meu tênis e a mesma borboleta pousou no casaco da Flávia”, contou a atleta do Flamengo.
A relação com Simone Biles
Também no Mundial da Bélgica, uma interação entre Rebeca Andrade e Simone Biles viralizou na web. A atleta estadunidense, considerada uma das maiores ginastas da história, foi “flagrada” passando uma coroa imaginária para a brasileira, simbolizando uma nova era do esporte. Rebeca explicou como esse momento aconteceu:
“Estávamos conversando, e a Simone Biles perguntou se eu iria continuar depois de Paris. Respondi: ‘Não sei, vai depender da necessidade do meu corpo e da minha cabeça’. Eu perguntei sobre ela, que respondeu: ‘Não, pra mim acabou, estou muito cansada, muito feliz de estar aqui e vivenciar isso outra vez, mas já estou cansada. Eu disse: ‘A gente precisa de você’. Foi aí que ela disse ‘não’ e passou a coroa pra mim”, comentou.