​Rebeca Andrade quer ser psicóloga após aposentadoria da ginástica

02/04/2025, 18:53
Atualizado: 02/04/2025
Rebeca Andrade expõe as quatro medalhas que conquistou nas Olimpíadas de Paris; veja quantos atletas do Flamengo recebem do COB

Aos 25 anos, a ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do Brasil, já vislumbra seu futuro além das competições. A atleta do Flamengo revelou o desejo de atuar como psicóloga após encerrar sua carreira esportiva.

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"(Penso em ser psicóloga) Não só do esporte, mas de todos. Dos atletas, das pessoas que não são e nem praticam esporte. Eu tenho essa vontade", declarou em entrevista ao "Esporte Espetacular", da "Globo".

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Desde 2022, Rebeca concilia os treinos e competições com o curso de psicologia. Embora tenha pausado temporariamente os estudos devido à preparação para as Olimpíadas de Paris em 2024, ela mantém o compromisso com a formação acadêmica, mesmo que isso signifique avançar em um ritmo mais lento.

"Talvez restem três, quatro anos de faculdade, porque, como tenho muita demanda, pego menos matérias. Levo um pouco mais de tempo para terminar, mas também não preciso correr. Estou tranquila", revelou.

Rebeca ressalta importância de uma boa saúde mental

Rebeca Andrade, ginasta do Flamengo
Foto: Divulgação/Flamengo

 

A decisão de seguir na área da psicologia é influenciada pela relação próxima que Rebeca mantém com a psicóloga Aline Wolff, profissional do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A parceria com Aline tem sido fundamental para o equilíbrio emocional da atleta, especialmente diante dos desafios e pressões inerentes ao esporte de alto rendimento.

"Eu acho que a parte mais difícil são as pessoas querendo tomar conta da sua vida. Se você não é alguém tão preparado, se não tem cabeça muito forte, se deixa levar e acaba adoecendo. Graças a Deus, tenho a Aline comigo. Quando meu boom aconteceu, ela já estava ao meu lado e me ajudou muito a lidar com as coisas", disse a ginasta.

Rebeca também valorizou o apoio de sua família para a preparação.

"A minha rede de apoio familiar também é muito boa, e minha cabeça estava mais preparada para viver tudo. Talvez, em 2016 (Olimpíadas do Rio de Janeiro, quando saiu sem medalhas), eu não tivesse lidado como lidei em Tóquio e Paris. É preciso entender que quem manda em você é você mesmo", acrescentou.

Decidida a largar o solo

Além de planejar sua transição de carreira, Rebeca também tem ajustado sua participação nas competições. Após os Jogos de Paris, ela optou por não competir mais no solo, priorizando sua saúde física e longevidade na ginástica.

"Estou certa da minha decisão (de não competir mais no solo). É o que eu preciso no momento. Foi difícil, porque é um aparelho que eu gosto, mas eu gosto mais do meu corpo", relatou.

Essa decisão reflete a maturidade de Rebeca em reconhecer os limites do próprio corpo e a importância de preservar sua condição física para futuras competições e seu bem-estar.