Presidente do Grêmio defende o Flamengo e critica Leila Pereira em debate sobre Liga

Na dia 14 de abril, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, alfinetou o Flamengo e criticou a postura do presidente Rodolfo Landim na Libra. Assim, reiniciou o debate sobre divisão de cotas de transmissão dentro de uma possível Liga. Em entrevista à ESPN, Beto Guerra, presidente do Grêmio, defendeu a postura do Rubro-Negro e criticou as falas de Leila.
“Todos estão satisfeitos, se não é o ótimo, está muito bom, muito mais próximo do que seria justo. Até porque, temos que reconhecer que se o Flamengo saísse e negociasse sozinho os seus direitos, talvez conseguisse mais do que consegue na Libra. Está lá, abriu mão de determinadas receitas, pediu que outras sejam preservadas por algum tempo e todos concordaram. Então, não entendi a colocação da Leila naquele tom”, disse Beto Guerra.
Leia também: Técnico do Racing balança no cargo antes de enfrentar Flamengo
Além disso, Beto Guerra citou os possíveis problemas que a cláusula de unanimidade pode causar no futuro e citou o exemplo da Premier League. Ao assinarem o contrato de direitos de transmissão, os clubes decidiram dividir 90% dos direitos do exterior igualmente, ou seja, 4,5% para cada clube.
Contudo, com o crescimento midiático da Liga, os valores de transmissões no exterior ultrapassaram as transmissões domésticas. Em função da cláusula de unanimidade, os clubes que mais geram audiência não conseguem aumentar a porcentagem de ganho.
“O único tema que está sendo debatido internamente é a unanimidade. Me incomoda a unanimidade, mas é um tema secundário, não deixaria de assinar a Libra pela questão da unanimidade. A unanimidade não beneficia só o Flamengo, pode causar danos para os clubes que queiram mudar algumas coisa. É o caso da Premier League, que não consideraram os direitos de transmissão para o exterior e hoje os grandes não conseguem mudar a regra”, concluiu.
Briga entre Flamengo e Palmeiras pode afetar criação de Liga, afirma jornalista
A divisão entre os clubes brasileiros sempre foi empecilho na criação de uma Liga para organizar o Brasileirão. Na opinião do jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, o racha entre Landim e Leila pode afetar o desenvolvimento da Libra.
“Todos (os times) estão dispostos a defender que a fórmula bolada por este bloco (Libra) faria o futebol brasileiro melhorar e equilibrar. Agora, que Leila ‘deu um soco no estômago’ de Landim, a solidez do grupo está em contestação. Negociações pela fundação da liga seguem, apesar de nem sempre chegarem ao noticiário.”