O que aconteceu com os eSports rubro-negros é uma mancha para o marketing do Flamengo

A perda da vaga pelo Flamengo no CBLOL é um desastre comercial e de marketing. Comercial porque o clube perde uma posição privilegiada para monetizar novas propriedades e otimizar as atuais com ações cruzadas. E tudo isso no pior timing possível com eSports próximo de grande salto.
De marketing, porque os eSports são a grande oportunidade de conexão com a geração Z e com públicos que normalmente não são impactados diretamente pelo futebol como plataforma. O Flamengo está abandonando uma conexão importantíssima com seu público mais jovem.
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Tive o privilégio de comandar o marketing do Flamengo por quatro anos. Acertamos e erramos, mas sempre com responsabilidade. O que aconteceu nos últimos tempos com os eSports rubro-negros é uma mancha para a história do departamento de marketing do Flamengo.
Algo inexplicável, a não ser pelo despreparo e irresponsabilidade com a marca Flamengo. E que se mostrará um grande prejuízo para o clube. Há ainda, claro, o prejuízo que fica para o clube em sair de mãos abanando sem a vaga no CBLOL.

Se é verdade que o Flamengo não contribuiu com dinheiro para a compra da vaga, também é verdade que a “parceira” jamais teria conseguido a aprovação de seu application pela Riot sem os dados de audiência e visibilidade do Clube. Sem o Flamengo não haveria vaga.
A condução pelo departamento de marketing do Flamengo de todo esse episódio lamentável é um momento particularmente triste para todos nós, que ao longo dos anos trabalhamos com poucos recursos, mas muita garra, para defender a marca Flamengo.
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