MPF estipula prazo para Flamengo explicar desaparecimento de homenagem a Stuart Angel

Nesta segunda-feira (8), o Ministério Público Federal (MPF) exigiu que o Flamengo preste esclarecimentos sobre desaparecimento da placa em homenagem a Stuart Angel em até 10 dias. Ex-remador do clube, Stuart foi morto pela ditadura militar em 1971.
A inauguração da placa aconteceu em 2010, na Gávea, após parceria entre Flamengo e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Entretanto, foi deixou o local em 2016, possivelmente durante os Jogos Olímpicos, e tem paradeiro desconhecido.
Leia mais: Corinthians tem interesse na contratação de 3 jogadores do Flamengo, afirma jornalista
“Trata-se de uma forma de garantir às gerações futuras o direito de conhecer as violações sistemáticas dos Direitos Humanos praticados pelo Estado, de modo a prevenir, inibir ou, pelo menos, mitigar as chances de que voltemos a repetir no futuro as violações já cometidas no passado”, afirmou o MPF em nota.
É importante ressaltar que sócios e conselheiros do Flamengo questionam a diretoria sobre o paradeiro da placar desde 2019, mas nunca conseguiram resposta. Além disso, o grupo Flamengo da Gente se dispôs a financiar a restauração da placa ou instalação de nova por contra própria.
Quem foi Stuart Angel
Stuart Edgard Angel Jones foi remador do Flamengo durante a década de 60. Com a camisa do Mengão, conquistou o bicampeonato carioca em 1964 e 1965. Já no início dos anos 70, ingressou na Dissidência Estudantil do PCB da Guanabara, que posteriormente passou a se chamar MR-8, guerrilha que lutou contra a ditadura militar.
Assim, perseguido pelo militares, chegou a se esconder por três três dias na garagem de remo do Flamengo. Contudo, depois que deixou o local, ninguém nunca mais soube seu paradeiro. Em 2019, foi oficialmente considerado morto pela ditadura.
Mãe de Stuart Angel, a figurinista Zuzu Angel dedicou anos de sua vida para procurar seu filho, mas também foi morta pela ditadura.