Ministério Público Federal denuncia Landim por gestão fraudulenta

28/07/2021, 22:06
Atualizado: 01/11/2023
Futebol do Flamengo

O Ministério Público Federal denunciou o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, por gestão fraudulenta e envio indevido de recursos. Também foram denunciados na Operação Greenfield, Gutti Guimarães, Gustavo Henrique Lins Peixoto, Nelson José, Demian Fiocca e Geoffrey David Cleaver.

Os envolvidos são acusados de terem lesado os fundos de pensão Funcef, Petros e Previ. De acordo com a denúncia, o FIP Brasil Petróleo 1, gerido pelos executivos, remeteu dinheiro para o exterior, algo que é proibido pelo regulamento do FIP. O Ministério Público Federal afirma que a empresa americana Deepflex foi envolvida na operação.

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Presidente Rodolfo Landim hasteia a bandeira no aniversário do clube. Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

Ainda de acordo com a denúncia, o dinheiro foi irregularmente remetido para o exterior e a companhia faliu, fazendo desaparecer o dinheiro que havia recebido. A manobra que viabilizou a irregularidade apontada pela denúncia, consistiu na criaçãodas empresas Brasil Petróleo e Participações SA e Deepflex do Brasil. O dinheiro era enviado para as empresas nacionais, que mandavam para o exterior.

– Por todo o exposto, conclui-se que os acusados Luiz Rodolfo Landim Machado, Demian Fiocca, Nelson José Guitti Guimarães, Geoffrey David Cleaver e Gustavo Peixoto concorreram, conjuntamente, para a prática do crime previsto no art 4º, caput, da Lei 7.492/1986, ao atuarem ardilosamente para permitir o investimento em empresa estrangeira – escreveu o procurador Anselmo Lopes, na denúncia enviada à 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

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O MPF afirma que foram cerca de R$ 100 milhões de prejuízo  a fundos de pensão de funcionários de estatais e solicita que os denunciados paguem o triplo do valor, que teria que ser corrigido a partir da taxa Selic. Até o momento, Rodolfo Landim não se pronunciou sobre o caso.

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