Leonardo Jardim impõe 'linha dura' e faz grande mudança na rotina dos atletas no Ninho do Urubu

Atualizado: 06/03/2026, 14:16
Leonardo Jardim com cronometro e apito pendurados no pescoço durante treino do Flamengo

O técnico Leonardo Jardim definiu sua primeira grande mudança na rotina do elenco rubro-negro: a volta da concentração obrigatória. A partir de agora, os jogadores deverão dormir no Ninho do Urubu na véspera de todas as partidas disputadas no Rio de Janeiro. 

➕ Bap rebate críticas por demissão de Filipe Luís e vê 2026 do Flamengo em risco

Essa decisão de Jardim atende diretamente a um anseio da diretoria, que via na gestão anterior uma "liberdade excessiva". Internamente, a cúpula do futebol avaliava que o elenco abusou da confiança de Filipe em diversos momentos. Para os dirigentes, o modelo anterior tornou-se um problema diante da oscilação técnica.

Escolhido justamente por seu perfil "linha dura", termo que ecoou durante sua coletiva de apresentação, o português chegou com carta branca do presidente Bap para reorganizar os processos internos. A cúpula rubro-negra acredita que o grupo de jogadores precisava de um choque de ordem imediato.

Para o comando do clube, a implementação da concentração é o primeiro passo para retomar o controle do vestiário. A mudança na rotina ao menos indica que, sob o comando de Jardim, o rigor será a tônica para tentar salvar os objetivos do Flamengo em 2026.

O retorno ao regime de concentração deve gerar reações diversas entre os líderes do plantel, que já estavam habituados ao sistema de Filipe Luís. No entanto, o respaldo total da presidência a Jardim indica que não haverá espaço para contestações. 

A primeira concentração no Ninho do Urubu com Leonardo Jardim será neste sábado (7), véspera da final do Campeonato Carioca. O Rubro-Negro encara o Fluminense no Maracanã, no domingo (8). 

Leonardo Jardim comenta fama de disciplinador 

Questionado sobre o perfil "linha dura" durante a coletiva, Leonardo Jardim deu uma risada e explicou a sua forma de trabalhar com o elenco. Além disso, lembra que não teve problemas com comandados ao longo da carreira. 

"Não sei se sou linha dura. Tenho minhas ideias e tem uma coisa. Tenho uma relação de respeito muito grande pelos jogadores, de proximidade. Mas sempre na linha: o pai tem uma relação de respeito pelo filho, mas uma linha que não pode passar. Sempre defendendo os interesses do clube. Na carreira, não tive grandes problemas com os jogadores", disse, antes de completar:

"Sempre defendo o bem-estar do grupo, as relações, a dinâmica. É inegociável alguém estar à frente do grupo e os interesses individuais estarem à frente dos interesses do clube. Acredito num grupo forte, boas dinâmicas, boas relações, acredito que vão correr por mim e dar o máximo se tiver uma boa relação e conseguir incutir uma ideia. Se não conseguir incutir a ideia não tem trabalho que vá à frente."


Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.