Justiça suspende fundo com direitos da LFF por uso da imagem do Fla e de outros clubes da Libra

A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a captação de recursos de fundo de investimentos criado XP e Life Capital Partners (LCP), investidores da Liga Forte Futebol (LFF). A alegação é de propaganda enganosa pelo uso da imagem do Flamengo e dos outros 16 clubes da Libra em material de divulgação. A decisão é liminar e ainda cabe recurso.
A ação na Justiça do Rio foi motiva pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia do Rio de Janeiro. Afinal, apesar de não existir ligação de XP e LCP com os times da Libra, as empresas utilizaram escudos e nomes dos clubes em propaganda do fundo Sports Media Futebol Brasileiro Advisory.
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As empresas esperam arrecadar R$ 800 milhões com o fundo para compra de direitos de TV do Brasileiro a partir de 2025. O intuito é fechar acordo com 20% dos direitos televisivos dos lubes da Liga Forte Futebol, que inclui Fluminense, Internacional, Fortaleza, Botafogo e outros 19 times.
O juiz Paulo Assed Estefan, 4ª Vara Empresaria, afirmou que a utilização dos escudos dos times da Libra no material da LFF pode “induzir os contratantes a acreditarem que todos os times participam da Liga Forte Futebol Brasil e, portanto, estarão inseridos na negociação anunciada como objeto principal do tal Fundo”. A liminar determina suspensão até que o material publicitário seja refeito.
Divisão dos clubes em 2 blocos deve inviabilizar formação de liga no futebol brasileiro
Especializado em negócios no esporte, o jornalista Rodrigo Capelo é um crítico ao modelo para criação de liga e a divisão em Libra e LFF. Afinal, o jornalista acredita que a existência de dois blocos distintos inviabilizará a formação de liga para gerir o futebol nacional.
Afinal, o Flamengo e outros times do futebol nacional entraram em acordo com investidores distintos a venda de direitos de TV. Como resultado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) seria obrigada a escolher um dos projetos e a decisão da entidade deve ser manter a administração do Campeonato Brasileiro.
Dessa forma, o principal objetivo da discussão entre os clubes: de mudar o calendário, implementar fair play financeiro e valorizar o produto do futebol brasileira será deixado de lado. No fim, mais de um ano de debate se resumirá em venda de direitos.