Justiça exclui gerente de transição do Flamengo de denúncia sobre Ninho

Nesta quinta-feira (30), a Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, que Carlos Noval, gerente de transição do Flamengo, e o engenheiro Luiz Felipe Pondé não são culpados pelo incêndio no Ninho do Urubu. As informações são do colunista Alcemo Gois e do portal GE.
De acordo com o GE, 5ª Câmara Criminal entendeu que a denúncia do Ministério Público não teve sustentação nas provas da Polícia Civil. Dessa forma, Luiz Felipe e Carlos Noval serão excluídos do processo.
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O Ministério Público ainda pode recorrer de decisão ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, como a decisão não foi por erros no processo e sim por falta de provas, dificilmente o recurso seria aceito.
Os advogados de defesa de Noval, dirigente do Flamengo, mostraram que o gerente de transição do clube não teve responsabilidade, nem qualquer relação com a tragédia que ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2019.
“Os desembargadores entenderam que ele não teve qualquer responsabilidade com o fatídico evento. Não tinha atribuição para fiscalizar, não ocupava o cargo de diretor da base havia onze meses”, disse Raphael Mattos, advogado de Noval, em entrevista ao GE.
Flamengo processa UOL por denúncia sobre o Ninho do Urubu
Recentemente, o UOL divulgou reportagem sobre desdobramentos da tragédia do Ninho que culminou na morte de 10 jovens da base do Mengão. De acordo com a matéria, o engenheiro José Bezerra alega ter visto o CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti, alterar a cena do incêndio durante o trabalho da perícia.
Em nota, o clube divulgou documentos que negam o ocorrido. Além disso, disse que irá adotar medidas judiciais cabíveis, cíveis e/ou criminais contra o portal e o engenheiro. Como resultado, jornalistas do portal estão proibidos de frequentas o CT Ninho do Urubu.