Jurídico do Flamengo reduz processos e economiza quase R$ 30 milhões em 2025

Atualizado: 07/01/2026, 18:08
Bap e Willeman com o troféu da Libertadores 2025

O Flamengo divulgou, nesta quarta-feira (7), o Relatório Anual de Atividades da Vice-Presidência Jurídica, documento que apresenta um balanço das ações do departamento ao longo de 2025. O documento reúne dados sobre processos na Justiça, impacto financeiro e mudanças na forma como o clube lida com questões legais.

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Segundo o relatório, assinado por Flávio Willeman, VP Jurídico, e Alexandre Rückert, diretor da pasta, o Flamengo encerrou 2025 com uma redução de 28% no número de processos judiciais e administrativos em andamento. Ao mesmo tempo, o clube diminuiu em R$ 26 milhões o valor reservado para cobrir possíveis perdas nessas ações. 

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Na prática, isso significa que o Flamengo passou a ter menos disputas na Justiça e menos dinheiro separado no orçamento para pagar condenações futuras. Em 2024, o clube mantinha R$ 95 milhões reservados para esses gastos. Ao fim de 2025, esse valor caiu para R$ 69 milhões.

A economia não representa um “ganho em caixa” imediato, mas indica que o Flamengo conseguiu encerrar processos, reduzir valores cobrados e reverter decisões que poderiam gerar prejuízos. Com isso, parte do dinheiro antes reservado como prevenção deixa de ser necessário e pode ser realocado no orçamento

Além da gestão do passivo, o relatório destaca que a atuação preventiva passou a ser prioridade, com maior controle jurídico sobre contratos, negociações e obrigações assumidas pelo clube. A estratégia busca reduzir o surgimento de novos litígios. 

Flamengo apresenta queda de 28% no número de processos 

De acordo com o documento, o Flamengo terminou 2025 com 628 processos em andamento, contra 873 registrados no fim de 2024. Esses processos incluem disputas trabalhistas, cobranças financeiras e conflitos administrativos envolvendo o clube.

A redução não ocorreu por diminuição de novas ações, mas por uma mudança na forma de gestão desses processos. O departamento jurídico realizou uma auditoria completa do passivo existente, processos sem acompanhamento estratégico e casos com valores considerados desproporcionais.

A partir desse diagnóstico, o Flamengo passou a classificar os processos por risco financeiro e estágio de tramitação, concentrando esforços nos casos com maior potencial de impacto no orçamento. Isso incluiu a revisão de condenações elevadas, a apresentação de recursos em ações consideradas infladas e a busca por encerramento mais rápido de processos. 

Economia de R$ 26 milhões e redução do risco financeiro

Dentro da economia de R$ 26 milhões, o relatório detalha vitórias jurídicas consideradas estratégicas pela diretoria. Um dos principais casos envolve um processo trabalhista movido por um ex-jogador, que representava risco financeiro estimado em cerca de R$ 28 milhões ao clube.

Após atuação do departamento jurídico, o cenário foi revertido, resultando em uma condenação final de R$ 66.487,35, valor significativamente inferior.

Na esfera cível e tributária, o Flamengo obteve 14 sentenças de improcedência em ações movidas contra o clube, o que gerou economia superior a R$ 3,2 milhões. O relatório também destaca a atuação em uma execução movida pela Cosan, que preservou R$ 15 milhões do patrimônio, além de vitória no caso Best Football, com economia estimada em R$ 2,9 milhões

Além disso, o departamento jurídico conseguiu suspender R$ 2,5 milhões em cobranças de IPTU, anular R$ 1,3 milhão em ISS e recuperar R$ 4,2 milhões em depósitos judiciais antigos, que retornaram ao caixa do clube.

Cobranças em euro e recuperação de valores no exterior

Além do cenário interno, o relatório destaca avanços em disputas fora do Brasil. O Flamengo informou que cobra mais de € 6 milhões (R$ 36 milhões) de outros clubes em negociações internacionais e já garantiu o recebimento de € 2,7 milhões (R$ 16,4 milhões) nesses processos.

O documento também cita o recebimento de € 679 mil (R$ 4,2 milhões) em uma decisão favorável na Fifa. Esses valores fazem parte de uma estratégia para recuperar recursos que o clube entende ter direito, reduzindo prejuízos e fortalecendo a posição financeira do Flamengo em disputas internacionais.

O relatório aponta que esses resultados vieram de uma mudança de método no departamento jurídico, que passou a usar inteligência artificial como ferramenta. A tecnologia foi aplicada para mapear todos os processos, classificar as ações por risco e identificar casos com valores inflados ou baixa chance de perda.

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Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.