Julio Gomes ciúma da disparidade do Flamengo, sugere absurdos e Casagrande reage: 'Censura!'

A disparidade técnica e financeira do Flamengo em relação aos rivais segue incomodando parte da imprensa esportiva. Após a vitória dominante do Rubro-Negro sobre o Vasco, na última quarta-feira (21), o jornalista Julio Gomes, durante live do "Uol Esporte" na quinta (22), levou o debate a um nível inusitado ao sugerir medidas absurdas para tentar frear a hegemonia de clubes organizados como o Mengão.
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Inconformado com o abismo que separa o Mais Querido de times como o Vasco, Gomes defendeu que deveria haver uma "limitação geográfica" para contratações de jogadores da base, impedindo, por exemplo, que um garoto nascido na Bahia pudesse se transferir para o Flamengo.
Sugestão absurda de Julio Gomes
Durante o debate, Julio Gomes argumentou que a organização do futebol brasileiro está "destruindo a história" construída no século passado, ao concentrar poder em poucos clubes. Para ele, a solução seria impedir que o Flamengo usasse seu poderio financeiro para captar talentos em outros estados.
"Você pode proibir, por exemplo, que clubes que têm mais dinheiro vão repescar jogador lá na Bahia. Não, um jogador que nasce na Bahia talvez tenha que jogar nos clubes da Bahia na base. Você pode limitar geograficamente... O garoto que tem 13 anos, ele não pode sair para ir pro Vasco, pro Palmeiras, pro Flamengo, pro Cruzeiro. Ele tem que ficar lá na Bahia", disparou o jornalista.
Gomes ainda tentou justificar a ideia citando que a Inglaterra possui limitações geográficas para scouts de jovens, alegando que o sistema atual no Brasil é "predatório".
Reação de Casagrande: 'Censura!'
A proposta, no entanto, não passou impune na bancada. O ex-jogador e comentarista Walter Casagrande reagiu imediatamente, classificando a ideia como uma violação de direitos básicos. Para Casão, punir a competência e a organização do Flamengo com proibições desse tipo beira o autoritarismo.
"Isso aí você censura... você censura o ir e vir. O direito de ir e vir, o direito de trabalhar onde quiser, o direito de ir para onde quiser. Isso aí não existe", rebateu Casagrande, visivelmente contrariado.
Casagrande foi além e defendeu que o Flamengo não pode ser culpado pela incompetência alheia. Segundo ele, a organização financeira do Rubro-Negro é mérito de gestão e deve ser respeitada, não punida.
"Você tem dinheiro, o Flamengo tem dinheiro, ele pode contratar o jogador onde ele quiser... Os outros times não podem responsabilizar a organização do nosso futebol pela queda gigantesca deles. Isso aí não é justo", completou Casão.
A discussão acalorada reflete o momento do futebol brasileiro. Enquanto o Flamengo colhe os frutos de anos de reestruturação financeira, podendo manter seus craques e investir em contratações na base e no profissional, rivais históricos lutam contra dívidas e crises institucionais. Para parte da crítica, porém, a solução parece ser nivelar por baixo, impedindo o crescimento de quem fez o dever de casa.












