Juan, ex-lateral, revela o segredo para o Flamengo silenciar Cusco e vencer na estreia da Libertadores 2026

Atualizado: 07/04/2026, 10:59
Juan, ex-lateral do Flamengo, posa com escudo do remo do Flamengo ao fundo durante visita à Gávea
Imagem: Paula Reis / Flamengo

O Flamengo estreia na Conmebol Libertadores 2026 em um palco que traz lembranças épicas para a Nação. O estádio Garcilaso de la Vega, em Cusco, a 3.350 metros de altitude, foi o cenário da maior vitória rubro-negra em solo rarefeito: o 3 a 0 sobre o Cienciano em 2008. Um dos heróis daquela noite, o ex-lateral Juan, abriu o jogo ao ge e deu as coordenadas para o time de Leonardo Jardim repetir o feito.

Armadilha no Peru: Cusco aniquila tabu de meses e chega voando contra Flamengo

O "pulo do gato" tático e físico

Para Juan, o segredo de um placar elástico na altitude não está no fôlego, mas na inteligência tática. Segundo o ex-atleta, o segredo é a compactação e o momento exato de dar o bote, evitando corridas desnecessárias que "queimam" o pulmão do jogador precocemente.

"Tem que ter controle de dosar, não querer atacar toda hora, senão depois não dá para voltar, falta ar. Jogar bem posicionado, fazer um grande jogo taticamente, de muita concentração, evitando desgaste físico na medida do possível", aconselhou Juan.

A física a favor do chute rubro-negro

Autor de um golaço de falta na gaveta naquela partida de 18 anos atrás, Juan destacou que os batedores do Flamengo precisam explorar a velocidade da bola. Em Cusco, a redonda fica mais rápida e traiçoeira para os goleiros, um fator que Juan mentalizou antes de cobrar sua falta histórica.

"Para o chute ao gol facilita, a bola fica mais rápida. Ali na hora estava mentalizado que ia bater no canto do goleiro. Uma bola rápida, que o ar rarefeito deixa mais rápida ainda. Não mudei tanto a batida, mas a física ajudou", relembrou.

Bastidores: treino em piscinas e câmaras

Juan também recordou as estratégias "raçudas" da época de vacas magras do Flamengo. Sem a tecnologia de hotéis pressurizados que o clube usará agora em 2026, o time de Joel Santana apelava para métodos manuais de resistência.

"Lembro de treinos em piscina, movimentos embaixo d'água sem respirar. Em outros fizemos câmara hiperbárica. São estratégias para conseguir suportar bem o jogo", revelou o ex-lateral, que hoje atua como diretor de futebol do Cosmopolitano.

O Flamengo entra em campo nesta quarta-feira (8), às 21h30, contra o Cusco FC, buscando transformar as dicas do ídolo em vantagem na liderança do grupo.


Lucas Tinôco
Autor
Acima de tudo Rubro-Negro. Sou baiano, tenho 28 anos e cursei Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Além do MRN, trabalhei durante muito tempo como ap...