'Sentia-me numa prisão': Jorge Jesus revela que medo que o tirou do Flamengo

Atualizado: 11/03/2026, 09:35
Jorge Jesus no Ninho do Urubu

Mesmo após seis anos de sua partida, Jorge Jesus continua sendo uma figura que mexe com as emoções da torcida rubro-negra. Atualmente no Al Nassr, da Arábia Saudita, o técnico português utilizou sua coluna semanal no jornal 'Record!' para relembrar sua passagem pelo Rio de Janeiro e explicar por que decidiu deixar o clube no auge.

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O treinador foi enfático ao classificar o Flamengo como o maior clube que já treinou, destacando a grandeza da torcida e a exigência constante pela hegemonia no futebol brasileiro.

O peso da pandemia e o isolamento no Rio

A trajetória vitoriosa de Jesus, que conquistou cinco troféus e perdeu apenas quatro jogos entre 2019 e 2020, foi interrompida pelo avanço da Covid-19. O técnico relatou momentos de angústia que viveu sozinho em seu apartamento após testes positivos e inconclusivos:

  • Isolamento severo: Jesus descreveu a sensação de estar em uma "prisão", onde médicos o visitavam com roupas anticontágio e funcionários deixavam comida na porta e "fugiam" antes que ele abrisse.

  • Medo da morte: as notícias sobre a gravidade da doença no Brasil foram determinantes: "via as notícias, e no Brasil a Covid parecia sentença de morte".

  • Decisão de partir: o desejo de estar perto da família em um momento crítico selou sua saída: "decidi, se era para morrer, que fosse em Portugal".

'Estaria no Flamengo até hoje'

Jorge Jesus deixou claro que a questão técnica ou o projeto esportivo nunca foram os motivos para o retorno ao Benfica. Segundo ele, a relação com o elenco de 2019 - que descreveu como o grupo que mais se interessou por seus métodos - era especial.

"Não teria saído daquela cidade maravilhosa se não fosse a Covid-19", afirmou o treinador, completando com uma frase que impacta os torcedores: "Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo".

Desde a saída do "Mister", o Flamengo enfrentou uma grande instabilidade no comando técnico, passando por 10 treinadores diferentes até a chegada do atual comandante, Leonardo Jardim.


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Lucas Tinôco
Autor
Acima de tudo Rubro-Negro. Sou baiano, tenho 28 anos e cursei Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Além do MRN, trabalhei durante muito tempo como ap...