ISL e Flamengo: há 23 anos, parceria prometia craques e estádio

No início dos anos 2000, todo o torcedor do Flamengo começou a sonhar com grandes craques no elenco, títulos importantes e seu estádio próprio. Isto é porque depois de 10 meses de negociações, o clube fechou uma parceria com a ISL, que era a maior empresa de marketing esportivo do mundo. A cerimônia foi feita na Gávea e contou com a presença do suíço Heiz Schurtenberge.
Durante entrevista na sede do Flamengo, Schurtenberger cravou com todas as letras que o Mengão seria em pouco tempo o melhor time do futebol brasileiro. Além disso, estaria em uma lista de 10 clubes mais ricos do mundo. Por isso, a primeira promessa foi de dois astros de prestígio internacional para o time do Fla. O contrato da ISL com o Mengão foi assinado por 15 anos. O Rubro-Negro receberia 80 milhões de dólares (cerca de R$ 150 milhões na cotação da época).
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De todo o montante de 80 milhões de dólares, 40 milhões seriam destinados a reforços no futebol. A outra parte serviria para a compra do estabelecimento ‘Fla-Barra’, local onde o Mais Querido treinava. O acordo ainda rendia um estádio próprio para o Flamengo, que seria custeado pela empresa. No papel, tudo lindo e maravilhoso, mas na prática, pouca coisa aconteceu. Após sonhar com Batistuta, Seedorf e Rincón, o Fla contratou Petkovic, Gamarra, Alex, Denilson e Edilson. Sim, já grandes nomes para época. Mas tudo isso iria acabar.
ISL decreta falência e enche o Flamengo de dívida
Já na temporada de 2001, 15 meses depois da parceria firmada, a ISL decretou falência na Suíça e o Flamengo herdou todas as dívidas das contratações feitas pela empresa. Nesta altura do contrato, os empresários suíços já atrasavam diversos pagamentos previstos no contrato para o Mengão. O orçamento do Fla caiu pela metade e o time brigou na parte debaixo da tabela do Brasileirão até o ano de 2005 como forte consequência.