Gabriel, segura a onda mané

12/06/2021, 22:27
Atualizado: 01/11/2023
Gabigol Seleção Brasileira

Blog Resenha Rubro Negra | Por Ricardo Moura Alguns temas a gente não precisa discutir. A resposta está na cara. Você sabe do que estou falando. Ele não. Mas, outras precisamos falar. E hoje é dia. Gabriel Barbosa pisou na bola.

Juro que pensei algumas vezes antes de começar o texto. Mas me peguei na declaração de uma editora que tive o prazer de trabalhar por anos: “O silêncio, às vezes, é sinal de covardia. Mas, se for falar, veja se não está sendo canalha”. Não serei canalha, muito menos covarde. Então, toma aí.

Gabigol, meu querido, que vacilo que você deu. Talvez não saiba o que significou, pelo menos pra mim, essa atitude juvenil de não se apresentar ao clube. Mas tenho tempo, tenho o espaço do Mundo Bola e vou te contar.

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Passei minha adolescência vendo o maior amor que tenho ser vítima de jogadores que não tinham o menor respeito pelo clube. Gritei nome de caras que trocavam o treino por um churrasco na laje. Joguei as esperanças de uma semana de derrota na vida, nas costas de jogadores que falavam que “fingiam que jogavam”.

Meu Flamengo é a única coisa que tenho só pra mim. Minha casa, divido com minha esposa. O amor da minha mãe, com meus irmãos. O Flamengo? Eu resolvo o que faço com ele. Posso rir na derrota. Posso chorar na vitória. EU ESCOLHO. Ninguém pode se meter.

Voltando, o MENGÃO foi motivo de chacota por um tempo. Demorou para as coisas entrarem nos eixos. Salários em dia. Estrutura de primeiro Mundo. Referência! Gabriel, você tem noção do que significa para um rubro-negro ser apontado como “REFERÊNCIA DE ORGANIZAÇÃO”? Cara, vale tanto quanto seu gol contra o River.

Aí, no meio disso. De toda essa alegria. Sim, a gente estava feliz de ver você na Seleção. Você, mesmo com a camisa da CBF, é um de nós. Só que essa sua atitude, injustificável, faz aquele Flamengo, o do “90 dias por mês”, vir à tona em nossas cabeças. E isso machuca!

Espero que você reflita. Não tô pedindo reflexão diante da nota do clube. Tô implorando sua autocrítica perante a torcida. A quem fez o atacante que não tinha gols na Europa, virar o maior nome do futebol do Brasil. Pesado, né?

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Domingo a gente joga. O Flamengo pelo Brasileiro. Você, pela Copa América. Mesmo com raiva, vamos dar aquela espiada e tirar onda na rua falando que vai ter gol do Gabigol. Pega isso, leia isso. Reflita. Tem uma turma aqui que te ama muito e só espera respeito. O resto a gente segura pra você.

Nota, Manifesto, Carta e Esclarecimento

No Brasil onde todo mundo é médico. Onde tem cientista que acredita na ciência e, PASMEM, cientista que não acredita na ciência, outra loucura foi criada em meio a pandemia.

Vivemos a Era das Notas Oficiais. O Flamengo produz mais notas oficiais que qualquer instituição mundial. Tem nota pra tudo.

O clube consegue fazer nota para esclarecer uma matéria feita sobre uma nota. É a nota da nota.

O resultado disso? Lá foi o Flamengo e sua maravilhosa direção fazer uma nota, ou um rabisco, sobre o Gabriel. Ao invés de ouvir a máxima de toda família, que problemas de casa são resolvidos dentro de casa, não. A galera vai lá e joga o maior ídolo da atualidade aos leões. (Que fique claro, problemas de casa são resolvidos dentro de casa, MENOS agressão. Agressão é crime e temos que combater).

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Landim, poxa. Precisava aquele post no Twitter? Bap, tinha necessidade de falar que o empresário do Gabriel não é médico? Precisava se posicionar?

Bom, já falei demais. Encerro com uma mensagem para reflexão. Flamengo, se posicionar é um ato de resistência. Faça isso com inteligência. Pois, feito na loucura do momento, o posicionamento, deixa de ser resistencia e vira INSISTÊNCIA. E aí que mora o erro.

Saudações e até a próxima crise!


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Ricardo Moura
Autor
Ricardo Moura é jornalista e apaixonado pelo Flamengo. Não debate finanças e reluta em usar termos da moda, como terço final e mapa de calor. Acredita que o futebol e o Flamengo trabalham com a paixão e por isso esquece números e se apega ao lúdico do ...