Flamengo x Federação Peruana: processo segue parado enquanto Fla se prepara para final em Lima

Atualizado: 28/11/2025, 16:29
Rossi calça as luvas antes de treino do Flamengo no CT Seleção Peruana.

Há sete anos o Flamengo move um processo contra a Federação Peruana de Futebol (FPF) que ainda não avançou na Justiça brasileira. A equipe se prepara para a final da Libertadores de 2025 em Lima contra o Palmeiras. Guerrero foi suspenso por doping em 2017, e o clube busca reparação pelos valores pagos durante esse período. Também reivindica compensação por prejuízos causados pela ausência do atacante.

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A ação do Flamengo foi motivada pela suspensão de Paolo Guerrero em 2017, que trouxe prejuízos ao clube. Durante esse período, o time continuou pagando salários e direitos de imagem. Também há alegações de impactos esportivos e financeiros, incluindo perda de títulos, patrocinadores e sócios-torcedores.

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O Flamengo reivindicou a condenação solidária de Guerrero e da Federação Peruana ao pagamento de aproximadamente R$ 1,86 milhão. A ação detalha que a falta de Guerrero afetou resultados importantes. A equipe perdeu títulos e premiações, como a Copa Sul-Americana de 2017 e o Carioca de 2018.

Além disso, foram contabilizados R$ 16 milhões gastos com direito de imagem. Mais de R$ 8 milhões deixaram de ser arrecadados com a saída de sócios-torcedores. Outros valores milionários também são mencionados na ação. Contudo, a Federação Peruana não foi citada mais de 7 anos depois da denúncia. 

O processo do Flamengo contra a Federação Peruana

Para que a Federação seja formalmente citada, o Flamengo depende de um procedimento internacional chamado carta rogatória. Trata-se de uma solicitação da Justiça brasileira à Justiça peruana para notificar oficialmente a FPF. O processo envolve múltiplos órgãos e etapas:

  • Juiz brasileiro;
  • Ministério da Justiça;
  • Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty);
  • Autoridades peruanas;
  • Justiça do Peru.

Enquanto a carta rogatória não for cumprida, o processo contra a FPF não pode andar. Por lei, sem uma citação válida, nenhuma decisão judicial pode ser tomada contra o réu. Ou seja, embora o processo contra Guerrero já tenha sido encerrado, a ação contra a Federação Peruana sequer começou na prática.

A última movimentação foi um pedido do Flamengo para verificar se a carta rogatória foi cumprida. Caso não, o clube sugeriu citação por edital, usada quando o réu não pode ser encontrado. A alternativa pode ser acionada se houver dificuldades na entrega.

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Treinos em Lima mostram proximidade com o futebol peruano

Apesar do impasse judicial, o Flamengo mantém relação com o futebol peruano. A equipe realizou dois treinos no CT da Seção do Peru em Lima, cidade que sediará a final da Libertadores de 2025. Isso mostra que a proximidade esportiva não foi afetada pelo processo, e que o clube segue ativo e focado na preparação para o duelo decisivo.

Processo contra Paolo Guerrero já foi finalizado

Em março de 2025, o processo contra Paolo Guerrero, que corria em paralelo, foi concluído com derrota do Flamengo na Justiça do Rio de Janeiro. Com isso, o atacante está livre de qualquer condenação e não pode mais ser responsabilizado junto à FPF. Agora, o clube só pode buscar eventual indenização diretamente contra a Federação Peruana.

O clube pedia a condenação solidária de Guerrero e da FPF ao pagamento de cerca de R$ 1,86 milhão, principalmente referente aos pagamentos feitos durante a suspensão do atacante. Além disso, o Flamengo aponta danos indiretos, como prejuízos à imagem, perda de patrocinadores e impacto esportivo.

Segundo a ação, a ausência de Guerrero influenciou na perda de títulos e premiações, incluindo a Copa Sul-Americana de 2017 e o Carioca de 2018. Também foram contabilizados R$ 16 milhões com direito de imagem e mais de R$ 8 milhões deixados de arrecadar com a saída de sócios-torcedores.

Advogados do clube realizaram duas consultas sobre o andamento da carta rogatória neste ano. Caso a Justiça avance, novos desdobramentos envolvendo a Federação podem surgir.

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Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.