Flamengo trocou todos os técnicos antes das oitavas da Libertadores desde 2019

Em sorteio da Conmebol, o Flamengo definiu seu adversário na próxima fase da Libertadores. O Rubro-Negro enfrenta o Tolima, da Colômbia, nas oitavas de final do torneio. Entretanto, se seguir o modus operandi dos últimos anos, a única certeza do torcedor será o adversário. Isso porque podem haver mudanças no comando técnico rubro-negro.
Uma coincidência assombra a sequência do trabalho de Paulo Sousa. Desde 2019, todos os treinadores rubro-negros que jogaram a fase de grupos deixaram o Mais Querido antes das oitavas de final. Dos cinco antecessores de Paulo Sousa, três foram demitidos e dois pediram demissão.
O desempenho dos técnicos do Flamengo antes de Paulo Sousa
O pioneiro foi Abel Braga. O treinador comandou o time para a liderança do grupo D, mas teve dificuldades para garantir a classificação. Afinal, os três primeiros colocados tiveram a mesma pontuação (10 pontos). Sendo assim, o saldo de gols fez a diferença na tabela. Com resultados e desempenho ruins, a direção começou a negociar com Jorge Jesus ainda com Abel Braga no comando, o que motivou o brasileiro a pedir demissão do cargo.
Então, Jorge Jesus assumiu o Flamengo nas oitavas do torneio e garantiu a classificação nos pênaltis contra o Emelec. E o resto entrou para a história. No entanto, o trabalho do Mister começou nas oitavas e terminou sem ao menos chegar à mesma fase no ano seguinte. Multicampeão pelo Rubro-Negro, o português aceitou uma oferta do Benfica e deixou o Rio ainda na segunda rodada da fase de grupos.
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Com a saída do português, a cúpula manteve o comando sob um treinador da Península Ibérica, mas na Espanha. Mais especificamente da Catalunha. Domènec Torrent foi o escolhido para suceder Jorge Jesus, mas o catalão nunca conseguiu conquistar a torcida rubro-negra e foi o primeiro demitido da lista. O ex-auxiliar de Pep Guardiola teve somente quatro jogos a frente do Flamengo na Libertadores, deixando o clube na liderança da fase de grupos com 15 pontos.
Após dois técnicos estrangeiros, o Flamengo voltou a olhar para técnicos brasileiros. Rogério Ceni foi o escolhido para liderar o elenco na Libertadores de 2020. Contudo, o Racing eliminou o time ainda nas oitavas de final daquele ano. Na edição seguinte — e com um título brasileiro na bagagem —, o técnico foi demitido também antes das oitavas e com o time na liderança do grupo G.
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Por fim, vem Renato Gaúcho, o técnico mais longevo em Libertadores na gestão Landim. Com sete jogos, o brasileiro tem uma partida a mais no torneio que Paulo Sousa. Ou seja, caso o português jogue ida e volta contra o Tolima, ele não só quebra a maldição, como também se torna o comandante rubro-negro com mais duelos na Libertadores desde 2019. Renato assumiu o time nas oitavas e embalou uma sequência de bons resultados até a final, perdida para o Palmeiras, que culminou na saída do técnico.
Fla-Flu pode virar a chave de Paulo Sousa
Para quebrar essa maldição, Paulo Sousa tem um desafio no próximo domingo. Após o vice no Carioca e a crise gerada por essa derrota, o português e o Flamengo reencontra o Fluminense no próximo domingo (29), às 18h, no Maracanã. A partida, válida pela oitava rodada do Brasileiro, é mais uma chance para o Rubro-Negro quebrar o tabu de mais de um ano sem vencer o tricolor.
Uma das maiores cobranças da torcida não são as vitórias, até porque elas estão vindo. Mesmo com três vitórias em sequência, o time recebeu e vaias após os triunfos. Afinal, o desejo da torcida é ver o Flamengo e vencer. Com protesto marcado na Gávea às 10h no domingo, Paulo Sousa e os jogadores contam com o apoio das arquibancadas para ter um bom desempenho e virar a chave para quebrar a maldição pela “glória eterna”.