Flamengo corre para ter biometria facial no Maracanã

01/11/2023, 12:21
Atualizado: 01/11/2023
Maracanã visto de cima; Flamengo fecha parceria com Bepass e estádio terá biometria facial em 2024

O Flamengo deu um passo importante para acabar com a farra dos cambistas, em um processo que facilitará bastante a vida do torcedor. O clube fechou parceria com a empresa Bepass, e irá implementar o uso de biometria facial no acesso ao Maracanã.

A novidade deve começar a ser utilizada já em 2023. A ideia do clube é que a tecnologia seja testada em pelo menos dois jogos do Flamengo neste Campeonato Brasileiro, e que todas as 156 catracas do Maracanã já estejam equipadas com o acesso biométrico.

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Desejo antigo do Flamengo, o clube fechou com a empresa que também faz parceria com o Palmeiras. Atualmente, o Allianz Parque é o único estádio 100% coberto pela biometria facial, onde os torcedores acessam via celular, em menos de 10 segundos, sem a necessidade de ingresso físico.

CEO da Bepass, Ricardo Cadar falou sobre a parceria com o Flamengo: “Já estamos realizando todo acesso de credenciados por biometria facial no estádio e nosso objetivo é instalar o sistema em todas as 156 catracas do local, realizando a entrada por biometria de forma gradual, exclusivamente, para jogos do clube. A ideia é termos ao menos dois jogos ainda esse ano”.

Com acesso biométrico, Flamengo se enquadra em nova exigência

A princípio, somente o Flamengo faz parte do acerto, e a tecnologia estará disponível somente em jogos do clube. O Fluminense, por outro lado, também deve aderir à prática nas próximas semanas, após a final da Libertadores. Com a parceria com a Bepass, o Flamengo, além de facilitar a vida do torcedor, também se enquadra na nova Lei Geral do Esporte.

Uma das exigências da lei, que entrou em vigorem junho deste ano, fala sobre a adoção de biometria por reconhecimento facial em estádios com capacidade acima de 20 mil pessoas, em até no máximo dois anos.

O artigo em questão é o 148, que fala sobre o controle e a fiscalização do acesso do público aos estádios. A Lei Geral do Esporte exige que os clubes possam monitorar por imagem das catracas e com identificação biométrica dos torcedores.


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André Antunes
Autor
28 anos, jornalista formado na FACHA. Sou apaixonado pelo Flamengo e esportes em geral, mas com foco no futebol e basquete.