Ex-árbitro aponta interferência externa do observador do VAR em Flamengo x Corinthians

Atualizado: 02/02/2026, 19:46
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A divulgação do áudio do VAR da expulsão de Carrascal em Flamengo x Corinthians ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (2). Em análise publicada nas redes sociais, a ex-árbitro e comentarista de arbitragem Renata Ruel apontou uma possível interferência externa do observador do VAR. 

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Segundo Renata, o áudio indica a participação ativa de Péricles Bassols, escalado como observador do VAR na Supercopa. Em trechos do diálogo, uma voz identificada como sendo do observador classifica o lance como “conduta violenta”, descreve o gesto do jogador e orienta a recomendação de revisão ao árbitro de vídeo.

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O ponto central da análise não está no mérito da expulsão, mas no procedimento adotado. De acordo com os protocolos da CONMEBOL, da IFAB e da FIFA, o observador do VAR tem função exclusivamente avaliativa e pedagógica, com feedback depois da partida, individual ou coletivo.

"O observador de VAR não deve se envolver em nenhuma tomada de decisão nem interagir com o VAR, os AVARs ou o árbitro durante a partida, a menos que, em circunstâncias excepcionais, exista um risco claro de aplicação incorreta do protocolo do VAR", diz trecho do protocolo.

A única exceção prevista no regulamento é em caso de risco claro de aplicação incorreta do protocolo do VAR, e não de erro de interpretação do lance. Nos próprios documentos citados por Renata Ruel, o observador só pode atuar se o procedimento técnico não estiver sendo seguido, o que não se aplica no caso do lance de Carrascal em Flamengo x Corinthians.

Na avaliação da comentarista, ao descrever o lance, sugerir enquadramento como conduta violenta e indicar o caminho da decisão, Péricles Bassols extrapola as suas atribuições. Essa atuação caracterizaria interferência externa indevida, algo vedado expressamente pelo protocolo.

Nota da CBF não responde questionamento sobre observador do VAR

Em nota oficial, a CBF afirmou que a expulsão de Carrascal seguiu o Livro de Regras 2025/26 e o Protocolo do VAR, destacando que a revisão era permitida por se tratar de possível conduta violenta. A entidade também citou problemas técnicos no estádio e garantiu que a arbitragem cumpriu os protocolos.

A análise de Renata Ruel levanta um ponto que não aparece na nota. O questionamento não envolve o tempo da revisão nem a aplicação da regra, mas a participação do observador do VAR no processo decisório.

Mesmo com as explicações da CBF, não há esclarecimento sobre eventual interferência do observador. Se confirmada, a atuação não é prevista no protocolo e representa falha de procedimento, independente da correção da expulsão.

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Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.