Especialista destaca 'tripé' que mantém o Flamengo como clube mais valioso do Brasil

Atualizado: 19/01/2026, 17:06
Jogadores do Flamengo levantam o troféu e comemoram título da Libertadores 2025

Não é sorte, é método. O fato de o Flamengo se manter no topo como o clube mais valioso do futebol brasileiro vai muito além dos títulos conquistados dentro das quatro linhas.

'Vão dominar': rivais do Flamengo se assustam com projeções financeiras de Bap

Segundo avaliação de Amir Somoggi, sócio-fundador da "Sports Value", a hegemonia rubro-negra é fruto de um modelo de gestão consolidado na última década, que ainda não foi replicado por nenhum rival no país.

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Em entrevista ao "CNN Esportes S/A" desse domingo (18), o especialista explicou que o "império" financeiro do Mais Querido começou a ser construído antes mesmo da fase de glórias esportivas recentes, especificamente no período de reestruturação entre 2013 e 2018.

“O Flamengo vem de um resultado positivo de uma base gerencial muito potente que foi feita de 2013, vamos supor, até 2018. O Flamengo veio muito bem nesse período em termos de reconstrução da sua marca, de fortalecimento econômico, de aumento de receitas de match day”, analisou Somoggi.

'Tripé' do sucesso rubro-negro

Para o especialista, o diferencial do Flamengo em relação aos concorrentes, até mesmo quando comparado ao Palmeiras, reside na gestão. Somoggi detalhou que o modelo rubro-negro se sustenta em um "tripé" fundamental:

  1. Maximização de receitas: o clube mantém uma busca incessante por dinheiro novo. "O Flamengo nunca está satisfeito, ele sempre busca mais", pontuou.

  2. Controle do endividamento: diferente da maioria dos clubes do país, o Fla não sofre com juros bancários. "A dívida do Flamengo é mínima. Ele não tem dívidas bancárias elevadas, juros bancários, nem problemas tributários."

  3. Controle orçamentário: a capacidade de gastar muito sem quebrar. “O Flamengo vive um excesso de dinheiro. Ele gasta muito e, mesmo assim, está equilibrado financeiramente”.

Boom das bets e a credibilidade

Outro ponto destacado foi a capacidade do Flamengo de aproveitar o mercado. Com a explosão dos patrocínios das casas de apostas (bets), o Rubro-Negro nadou de braçada. Segundo Somoggi, o clube foi o maior beneficiado não apenas pelo tamanho de sua torcida, mas pela credibilidade que sua gestão passa ao mercado.

Essa saúde financeira reflete diretamente no campo, permitindo que o time jogue "de igual para igual com os clubes europeus, chamando a atenção da mídia internacional".

Único risco para o Flamengo

Ao projetar o futuro, o especialista foi categórico: não existe risco de o Flamengo ficar sem dinheiro a curto prazo. "O Flamengo não tem risco de não ter dinheiro no ano que vem", garantiu.

No entanto, ele fez um alerta importante para a diretoria e para a torcida. O desafio agora é a eficiência no gasto. Com os cofres cheios, o perigo deixa de ser a escassez e passa a ser o desperdício.

“O risco é de gastar mal esse dinheiro”, finalizou Somoggi. Veja a entrevista completa:


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James Brito
Autor
26 anos, natural de Vitória da Conquista (BA), jornalista em formação pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Curioso por natureza, busca no esporte um campo infinito para observar, aprender e comunicar.