Disputa na Justiça por Taça das Bolinhas ganha novo capítulo

16/08/2023, 21:06
Atualizado: 01/11/2023
Zico com a Taça das Bolinhas

A Taça das Bolinhas é o troféu criado para premiar o primeiro clube brasileiro a conquistar o Brasileirão cinco vezes. Ou seja, o Flamengo, que venceu em 1980, 1982, 1983, 1987 e 1992, antes do títulos recentes de 2009, 2019 e 2020. No entanto, com as conquistas do São Paulo em 2006, 2007 e 2008, o clube se tornou pentacampeão e acabou levando a melhor na Justiça na época por conta do imbróglio envolvendo a Copa União de 1987.

O processo corre até os dias de hoje e é claro que o Flamengo tenta conseguir na Justiça a devolução. Mas o São Paulo participa do processo e também quer receber o troféu. A novela ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (16), já que o juiz Diego Isaac Nigri, da 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu acatar o pedido da CBF.

Leia mais: Há dez anos, São Paulo foi obrigado pela Justiça a devolver a Taça das Bolinhas

A entidade solicitou a inclusão do São Paulo no polo passivo da ação movida pelo Flamengo. Assim, o clube paulista poderá efetivar a sua defesa antes do julgamento, influenciando na decisão final. O Mais Querido questionou a solicitação, mas não conseguiu impedir que a equipe paulista conseguisse o que queria. O processo corre na Justiça carioca desde 2020. Assim, a CBF ficou impedida de entregar o troféu ao São Paulo.

No recurso que aconteceu em fevereiro de 2022, a CBF exclamou: ‘O troféu deve ser entregue ao São Paulo’. O Flamengo tenta na Justiça reconhecer o título brasileiro de 1987, cedido ao Sport, e esta é a sexta rediscussão, sendo o episódio mais longo do futebol nacional. O processou voltou à primeira instância e os paulistas farão a defesa antes do julgamento.

Troféu está com a Caixa Econômica Federal desde 2011

Ao mesmo tempo que acontece o imbróglio do Brasileirão de 1987, o São Paulo também não pôde ficar com a Taça das Bolinhas. A liminar que o Flamengo conseguiu na Justiça foi concedida em outubro de 2011. Desde então, o troféu está nos cofres da Caixa Econômica Federal, e o processo se arrasta sem uma definição do detentor do direito de ficar com o troféu desde então.


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