Dida e a decisão do segundo tricampeonato carioca do Flamengo

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Atualizado: 11/01/2026, 14:30
Dida com a camisa do Flamengo, agachado com a bola no estádio, em imagem estilizada inspirada nos anos 1950.

Diogo Almeida

A conquista do Campeonato Carioca de 1955 entrou para a história do Flamengo não apenas pelo título em si, mas pela forma dramática como foi construída.

Em uma final disputada em três partidas contra o América, o Rubro-Negro viveu extremos até alcançar, no dia 4 de abril de 1956, o segundo tricampeonato estadual de sua história. 

No centro dessa decisão esteve Dida, autor dos quatro gols da vitória por 4 a 1 no jogo decisivo.

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Dida pelo Flamengo na final do Carioca de 1955

O primeiro confronto da final aconteceu em 25 de março de 1956. Em partida equilibrada, o Flamengo venceu por 1 a 0, com gol de Evaristo. A vitória deu vantagem inicial ao Rubro-Negro, mas não definiu o rumo da decisão. Dida não atuou. Era reserva e ainda buscava espaço no elenco principal.

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No segundo jogo, disputado em 1º de abril, o cenário mudou drasticamente. O América aplicou uma goleada de 5 a 1, colocou o Flamengo na roda e levou a decisão para um terceiro confronto. O resultado abalou o ambiente rubro-negro e reforçou o favoritismo americano às vésperas do jogo final.

Até então, Dida era um personagem periférico naquela decisão. Recém-chegado ao clube, enfrentava dificuldades de adaptação, apresentava fragilidades físicas e emocionais (que valem outro textinho) e não havia sido escalado nas duas primeiras partidas da final. Internamente, o Flamengo reconhecia seu talento, mas ainda o tratava como uma aposta em desenvolvimento.

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O jogo decisivo foi marcado para 4 de abril de 1956, no Maracanã. Em clima de tensão máxima, o Flamengo entrou em campo sabendo que precisava responder dentro das quatro linhas. Foi nesse contexto que Dida recebeu a oportunidade.

Dentro de campo, o desempenho foi incontestável. O Flamengo venceu por 4 a 1, em atuação dominante. Dida marcou os quatro gols e com intensa mobilidade, presença de área e frieza nas finalizações conduziu o Rubro-Negro ao título.

Anos depois, nesta entrevista, o próprio atacante minimizou o protagonismo. Dida rejeitou a ideia de ter sido o único responsável pelo título. Ainda assim, de forma muito humilde e bastante inteligente, reconheceu: “Foi um conjunto, foi um todo. Eu fui o homem que Deus marcou para finalizar, pra fazer o momento. Mas foi o grupo, que era homogêneo”, afirmou.

O resultado garantiu ao Flamengo o tricampeonato carioca de 1953, 1954 e 1955, consolidando uma das fases mais marcantes da história do clube. Para Dida, aquela partida representou um divisor de águas. Reserva nos dois primeiros jogos da final, protagonista absoluto no terceiro, o atacante entrou definitivamente para a galeria dos grandes nomes rubro-negros.

 


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Diogo Almeida
Autor
Editor-chefe e idealizador do projeto MundoBola, criado em 2015. Jornalista digital com 10 anos de experiência, residente no Rio de Janeiro. Acredita que o esporte é o assunto mais importante dos menos importantes.