'Se a Caixa não vender, eu vou desapropriar o terreno', diz Eduardo Paes

O prefeito do Rio de Janeiro participou na noite desta segunda (27) de um jantar na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, com membros da diretoria do Flamengo. O assunto principal do encontro é a aquisição pelo clube do terreno do antigo Gasômetro, na zona portuária. A área de 87 mil metros quadrados pertence ao fundo imobiliário Porto Maravilha, mas é administrado pela Caixa Econômica Federal.
Diogo Lemos, membro do conselho de futebol do Flamengo, postou em sua conta na rede social X um declaração do prefeito do Rio. Conforme o dirigente rubro-negro, Eduardo Paes disse: “Se a Caixa não vender, eu vou desapropriar o terreno!”
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O membro do conselho de futebol chamou a declaração do prefeito Eduardo Paes de “compromisso importante da prefeitura do Rio com o bem público e com o Flamengo”. Lemos disse ainda que o estádio Rubro-Negro nunca esteve tão próximo.
Prefeitura já auxiliou Flamengo no processo do estádio
A prefeitura do Rio de Janeiro pode desapropriar um terreno privado, mas precisa provar que vai destinar a área para uso de interesse público. O especialista Fabrício Chicca afirmou que construção do estádio não é considerada interesse público. 27 mil metros quadrados do terreno do Gasômetro foram desapropriados para construir o terminal intermodal Gentileza.
Recentemente, o poder público municipal facilitou que o Flamengo negociasse o potencial construtivo da sede social da Gávea para custear a aquisição do terreno do Gasômetro. O Flamengo admite pagar até R$ 250 milhões pelo terreno de 87 mil metros quadrados.