Demissão de Filipe Luís no Flamengo quebra padrão de José Boto na carreira

A demissão de Filipe Luís no Flamengo quebrou um padrão histórico na carreira de José Boto. O diretor executivo rubro-negro nunca havia participado da interrupção do trabalho de um treinador no meio de uma temporada em nenhum dos clubes por onde passou anteriormente, mantendo uma trajetória de continuidade contratual.
➕ O forte desabafo de José Boto no Ninho após demissão de Filipe Luís
Antes de chegar ao Ninho do Urubu, Boto acumulou passagens por equipes como Benfica, Shakhtar Donetsk, PAOK e NK Osijek. Em todas as experiências, os técnicos, entre eles nomes como Paulo Fonseca, Luís Castro e Roberto De Zerbi, cumpriram seus vínculos até o fim ou saíram apenas ao término das competições.
No clube croata Osijek, seu último trabalho antes do Brasil, a saída do então técnico Zoran Zekic foi comunicada apenas após o encerramento da temporada 2023/24.
De acordo com apuração do colunista PVC, o diretor executivo teria manifestado internamente ser contrário à saída de Filipe Luís antes da final do Carioca. Boto teria garantido ao ex-treinador, ainda nos vestiários do Maracanã, que sua opinião técnica era pela manutenção do trabalho, versão na qual o ex-lateral rubro-negro acredita.
Ao optar pela troca na véspera da grande final, a cúpula do Flamengo repetiu um movimento drástico, assemelhando-se ao que fez o Vasco de Eurico Miranda na decisão do Brasileirão de 2000. Por outro lado, mostra que a diretoria rubro-negra segue velhos padrões do futebol nacional, independente do resultado da troca.
Crise interna: A relação de José Boto com o elenco do Flamengo
O clima no Ninho do Urubu é de "guerra fria" entre os jogadores e o diretor executivo. A tensão escalou após a demissão de Filipe Luís, com o grupo de atletas demonstrando forte incômodo com a postura do dirigente português.
Na terça-feira, Boto cobrou duramente o plantel, responsabilizando-os pela saída do treinador e afirmando que os atletas não souberam gerir a liberdade concedida pela antiga comissão técnica. A fala do executivo não foi bem recebida no vestiário e intensificou a pressão interna pela sua saída.
No entanto, o presidente Bap mantém total respaldo ao diretor e reforçou essa posição ao apresentar o novo técnico, Leonardo Jardim, como um nome de perfil "linha dura" para enquadrar o comportamento dos jogadores e retomar o controle disciplinar do cotidiano no CT.












