Decisão polêmica: CBF libera áudio do VAR e tenta explicar gol anulado

O clima ferveu no Maracanã no último domingo, e a polêmica ganhou novos capítulos fora das quatro linhas. Após muita reclamação de jogadores e torcedores sobre a interferência da arbitragem de vídeo no clássico, a Confederação Brasileira de Futebol decidiu abrir a caixa-preta da cabine.
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A CBF divulgou o áudio do VAR sobre o gol anulado do Flamengo contra o Santos. O árbitro de vídeo apontou impedimento de Léo Ortiz, gerando revolta no Maracanã. Apesar da paralisação de cinco minutos, a equipe rubro-negra superou a polêmica e venceu o duelo.
A justificativa da cabine para a anulação
O lance capital aconteceu logo aos oito minutos do segundo tempo, quando o placar ainda marcava 1 a 0 para a equipe paulista. Após um bate-rebate na área, Léo Ortiz mandou a bola para as redes, incendiando o estádio. No entanto, o árbitro de vídeo Emerson de Almeida Ferreira paralisou a festa para checar um possível impedimento na origem da jogada.
No áudio divulgado pela CBF, a equipe do VAR crava que o zagueiro rubro-negro estava em posição irregular, baseando-se apenas em referências visuais do gramado para tomar a decisão final.
"Não tem nova origem. A bola toca no calcanhar do pé direito dele (Léo Ortiz). Desvia, vai no defensor e entra. Ele está na posição, com referências visuais, que está impedido. Sem linha. O número 3 do Flamengo no início da jogada está impedido", explicou o árbitro Emerson de Almeida Ferreira na comunicação oficial com o campo.
Revolta no telão e demora excessiva
O que mais irritou a Nação Rubro-Negra e o elenco comandado por Leonardo Jardim foi a forma como o lance foi conduzido. A checagem consumiu mais de cinco minutos de bola rolando, esfriando o ímpeto da equipe que pressionava em busca do empate.
Quando a imagem do suposto toque no calcanhar foi exibida no telão do Maracanã, os jogadores do Flamengo cercaram o árbitro Anderson Daronco, alegando que a bola não havia resvalado no defensor rubro-negro para configurar a participação irregular. Daronco precisou chamar os capitães das duas equipes para repassar a justificativa que recebeu no ponto eletrônico.
Resposta fulminante e entrada no G4
Apesar do balde de água fria jogado pela arbitragem de vídeo, o Flamengo provou sua força mental. A anulação do gol acabou servindo como combustível para um time que entrou em campo pressionado por cobranças da diretoria.
Ignorando o apito e a catimba adversária, o Mais Querido foi avassalador na etapa final. Com gols de Pedro, Jorginho e do cobrado Lucas Paquetá — que precisava dar a volta por cima —, o Rubro-Negro virou o jogo com autoridade para 3 a 1. A vitória espantou a crise momentânea, levou o clube aos 17 pontos e garantiu o retorno ao G4 do Campeonato Brasileiro, colando de vez no pelotão de elite.











