De pivô a zagueiro: Léo Ortiz explica como se tornou 'Camisa 10' da zaga
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A história de Léo Ortiz é rica, e conta com nomes conhecidos na participação de sua transição para o campo. O jogador destrincha como se tornou zagueiro, e principalmente um defensor com tanta qualidade com a bola nos pés.
➕Em grande fase, Léo Ortiz tem média de 8 recuperações por jogo; confira números
Em entrevista ao canal Falso 9, que alcunhou a atuação do craque na defesa como a de um 'Camisa 10 da zaga' por conta do bom passe, leitura de jogo e características de um meio-campista, Léo, filho de Ortiz, que foi um dos maiores jogadores do futsal, conta sua trajetória.
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E ela começou como pivô. No futsal, Léo Ortiz gostava de marcar gols.
"Nos primeiros passos, eu era pivô. Quando criança, ou é atacante, ou goleiro, ninguém quer ser zagueiro. No futsal não muda muito. Eu jogava muito de pivô, gostava de fazer gol, via meu pai. Jogava futebol de 7, também, na escolinha. Sempre joguei mais para frente. Quando fui para um clube que jogava Estadual, mais sério, meu treinador era o André Jardine, que me leva para o campo depois", lembra.
Léo Ortiz lembra que foi André Jardine quem o recuou para a posição de fixo no futsal, jogando na defesa.
"Já me conhecia antes, por conhecer meu pai. Nesses testes, do Gaúcho, nome do clube, ele me colocou de fixo. Comecei a jogar mais atrás e gostar. Quando jogava com meu pai, comecei a gostar de marcar ele, ter esses desafios, que eram impossíveis na época. Comecei a gostar de jogar mais atrás, porque eu tenho um passe bom. Esse entendimento de antecipação, sempre tive. Passou esses anos jogando de fixo, o futsal competitivo acabou em Porto Alegre, fiquei sem jogar. Voltei para a escolinha de Fut7", comenta.
André Jardine levou Léo Ortiz para o campo
Técnico do América do México, que também treinou a Seleção Olímpica, Jardine era amigo de Ortiz, pai do zagueiro. Ele participava de peladas com o craque do futsal, e vendo a qualidade de Léo Ortiz, sugeriu que o jogador fizesse testes para o campo.
"Comecei a jogar pelada com meu pai, e o Jardine também jogava. Me conhecia muito bem, do futsal. Já conseguia jogar tranquilo com eles. E ele disse que eu devia tentar o campo. 'Daqui a dez anos, você vai estar no mesmo lugar aqui, arrebentando com a pelada, e arrependido de não ter tentado'. Porque sempre tive restrição, queria jogar futsal. Precisava de uma adaptação para o campo", diz.
Jardine fez Léo Ortiz refletir, e o craque foi indicado por Jardine para uma peneira no Internacional e passou.
"Refleti muito e pensei que devia tentar. Fiz um teste, o Jardine me indicou, e eu passei. Sub-16. Fui com 16 anos jogar campo, me dedicar fortemente, e quando decido ir para o campo, converso com o André, pergunto, 'tenho que ir de zagueiro'? Ele disse para eu ir de volante, por causa da visão de jogo, bom passe. Seria onde eu faria o jogar andar", indica.
No entanto, Léo Ortiz teve dificuldades como volantes por jogar de costas
"Escolhi de volante e consegui me adaptar, mas sempre foi complicada a questão das distâncias que tinha que percorrer como volante. Com a bola sempre foi tranquilo, constrói, está mais perto do gol. Mas sempre foi muito difícil, até pelo costume com dimensões menores. Passei três anos como volante, e no segundo ano de Sub-20, os três principais zagueiros eram da mesma idade que eu", comenta.
Com os desfalques frequentes dos companheiros, Léo Ortiz passou a jogar na zaga.
"Iam muito para a Seleção de base. Alguns machucaram, e comecei a completar ali. Comecei a gostar, porque estava sempre de frente para jogar. Sempre me senti mais confortável para jogar de zagueiro, porque você joga de frente. Leitura de jogo, controlar o espaço das costas. Me senti bem e comecei a treinar. Teve um momento que eu já estava jogando de zagueiro e surgiu a oportunidade de voltar para volante, mas não quis mais voltar", finaliza.