Corinthians: Cuca supera passagem relâmpago de Júnior como técnico

Na noite dessa quarta-feira (26), após a classificação do Corinthians na Copa do Brasil, Cuca pediu demissão em entrevista coletiva e entregou o cargo. O treinador não aguentou a pressão dos torcedores, por conta da sua condenação por estupro na década de 1980, e deixou o comando do time paulista após seis dias. A sua passagem relâmpago supera a de Júnior como a mais curta da história do clube.
Anunciado no dia 20 de abril, Cuca já chegou ao Corinthians sob protestos de torcedores e até mesmo do time feminino do clube. Apenas três dias depois, o treinador fez sua estreia, com derrota por 3 a 1 para o Goiás, no Brasileirão, e nesta quarta fez sua segunda e última partida pelo alvinegro, apenas seis dias após a sua contratação.
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A situação não se assemelha em nada a do Maestro Júnior, que dirigiu o Corinthians em 2003. O ídolo do Flamengo chegou ao time paulista a pedido de Rivelino, então diretor técnico do clube, e sua saída não teve a ver com os resultados, apesar de ter perdido os dois jogos em que esteve à beira do gramado.
Sem tumulto e polêmicas, Júnior pediu demissão 10 dias após sua chegada, alegando que os dirigentes não iriam cumprir com suas promessas: “Na ida para o Corinthians, me contaram uma história. Roque Citadini e Andrés Sánchez, que ia ter investimento e tudo mais. Mas infelizmente, não tinha nada disso”, justificou.
O Maestro posteriormente virou dirigente do Flamengo, em 2004, antes de se transformar em um dos principais comentaristas esportivos do Brasil.
Presidente do Corinthians lamenta saída de Cuca
Na zona mista após a vitória do Corinthians na Copa do Brasil, o presidente do clube, Duílio Monteiro Alves falou sobre a decisão de Cuca, e disse que o treinador foi “massacrado” nos últimos dias. O mandatário ignorou os protestos dos torcedores, e revelou que insistiu para que Cuca ficasse.
“Foi uma decisão do Cuca, ele resolveu hoje que não aguenta mais esse tipo de pressão, massacre que está sofrendo. Infelizmente ele não aguentou mesmo a gente pedindo, insistisse que ficasse. Mas tudo tem limites, entender o momento que ele e a família passam, a gente aceitou isso”, afirmou.