Contra o Fluminense, Leonardo Jardim busca feito inédito na história do Flamengo

A estreia de Leonardo Jardim no comando do Flamengo, neste domingo (8) no Maracanã, pode colocar o treinador português em uma prateleira solitária na história do clube. Caso vença o Fluminense e conquiste o título do Carioca, Jardim se tornará o primeiro técnico rubro-negro a erguer uma taça logo em seu jogo de estreia.
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Nunca um comandante assumiu o Flamengo e foi campeão no primeiro desafio. Com apenas cinco dias de trabalho no Ninho do Urubu, o português tem a chance de quebrar esse tabu em uma final de jogo único.
O cenário é raro no futebol brasileiro. Um exemplo próximo ocorreu no rival Fluminense, em 2005, quando Beto Albuquerque conquistou a Taça Rio em sua estreia, embora o torneio tivesse um peso menor que o título estadual atual.
A partida contra o Tricolor não vale apenas a glória histórica para o treinador. Para o Flamengo, a taça é vista como o "combustível" necessário para recuperar a confiança do elenco após a conturbada saída de Filipe Luís.
Jardim chega com um currículo pesado, acumulando títulos nacionais na França (Monaco) e na Grécia (Olympiakos), além de passagens vitoriosas pelo Oriente Médio, mas busca no Maracanã sua primeira conquista em solo brasileiro.
O duelo decisivo acontece às 18h e, em caso de igualdade no placar, o título será decidido nos pênaltis. A expectativa é de casa cheia no Maracanã para ver se o "efeito Jardim" e sua nova disciplina interna já surtirão efeito imediato.
Leonardo Jardim comenta fama de disciplinador
Questionado sobre o perfil "linha dura" durante a coletiva, Leonardo Jardim deu uma risada e explicou a sua forma de trabalhar com o elenco. Além disso, lembra que não teve problemas com comandados ao longo da carreira.
"Não sei se sou linha dura. Tenho minhas ideias e tem uma coisa. Tenho uma relação de respeito muito grande pelos jogadores, de proximidade. Mas sempre na linha: o pai tem uma relação de respeito pelo filho, mas uma linha que não pode passar. Sempre defendendo os interesses do clube. Na carreira, não tive grandes problemas com os jogadores", disse, antes de completar:
"Sempre defendo o bem-estar do grupo, as relações, a dinâmica. É inegociável alguém estar à frente do grupo e os interesses individuais estarem à frente dos interesses do clube. Acredito num grupo forte, boas dinâmicas, boas relações, acredito que vão correr por mim e dar o máximo se tiver uma boa relação e conseguir incutir uma ideia. Se não conseguir incutir a ideia não tem trabalho que vá à frente."











