Pensa num cara maneiro. Esse cara deve ser o Lucas Paquetá. O cara é rubro-negro roxo, hoje é um dos melhores jogadores do clube que ama, acaba de ser convocado para seleção e tem um futuro extremamente promissor pela frente.
Mas o Paquetá não é apenas esse cara descrito nas linhas anteriores. Paquetá é o cara do passinho, o cara que chega no Maraca escutando a música do Baile da Gaiola, o cara que brinca com todo mundo e, dentro de campo, vibra exatamente como nós, rubro-negros, vibramos fora dele. Como deve ser legal esse tal de Paquetá!
Nem sempre foi assim. Lucas Paquetá não teve vida fácil. Viu, pelo caminho, muitos amigos não conseguindo chegar. Ele mesmo ficou perto de não vingar no Flamengo. Mas Paquetá lutou, trabalhou, ganhou corpo e, quando muitos já não esperavam seu sucesso, brilhou e brilha de maneira intensa. Como os craques brilham.
Hoje, Paquetá está no foco, no olho do furacão. Mas basta que um jornalista faça uma pergunta um pouco mais embaraçosa, que o menino se mostra maduro, firme e, invariavelmente, ressalte seu amor ao rubro-negro.
Paquetá erra e errará. Que bom. Mostra que ele é como a gente. E seu sucesso incomoda alguns. Mas ele mata no peito, coloca na grama, dribla dois ao mesmo tempo. Da tempo até de subir na laje com amigos e filmar mais um passinho de funk sarrante para postar no Twitter.
Tem quem queira vê-lo fora do Flamengo, na Europa. Mas maluco tem em todo lugar mesmo. Eu prefiro o Paquetá por aqui. No Flamengo, no Rio, campeão. Voa, moleque!! A Nação está contigo!
Felipe Foureaux escreve no Mundo Bola e nunca deixará de ter orgulho de ser rubro-negro. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla
Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo