Colunista da ESPN chama Flamengo de 'clube mais SAF do Brasil'

O Flamengo se tornou a maior potência do Brasil após a reestruturação, e em meio ao 'boom' das SAFs, o clube faz resistência ao modelo justamente por não precisar dele. Mas na visão de Paulo Cobos, colunista da ESPN, o Rubro-Negro é o clube 'mais SAF' do Brasil.
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Mais uma narrativa em busca de minimizar os feitos do Mengo. Ele pega, primeiro, o fato de Bap ter afirmado que, até 2029, o Flamengo seria o único time grande do Brasil a não ser SAF.
"Mas, em 2026, quando ainda praticamente metade dos grandes do país não têm dono, o Flamengo já é o 'clube mais SAF' do Brasil", afirma.

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Isso porque o clube toma decisões com visão meramente corporativa, de acordo com o jornalista.
"As decisões na Gávea, muitas antipáticas, são tomadas com a lógica empresarial e responsável que deveriam ser a obrigação de qualquer time que tenha se transformado em SAF, mas que não é o caso em tantos que já seguiram esse caminho", comenta.
A diminuição do investimento no futebol feminino e o fim do para-remo e da canoagem são alguns exemplos citados. Para Paulo, as atitudes são "mesquinhas", já que o Rubro-Negro fatura R$ 2 Bi anualmente.
"Mas, para Bap e sua diretoria, o Flamengo foi feito para ser dominante no futebol, e para fazer isso o clube precisa aumentar receitas, diminuir despesas no que para eles é secundário e montar um esquadrão no futebol masculino".
A coluna diz ainda que o "Flamengo, ainda propriedade de seus sócios, resolveu ser administrado como se fosse uma SAF e consagrou a máxima que 'futebol é negócio'.
O que diferencia o Flamengo de SAF
No entanto, ele mesmo não percebeu que seu próprio texto contradiz sua tese de SAF no Flamengo, lembrando uma questão importante do estatuto do clube.
"A favor do clube conta também o seu estatuto, que faz o que todos deveriam fazer ao apontar que seus cartolas irão pagar com seus bens pessoais em caso de administrações temerárias".
Ou seja, apesar da visão empresarial adotada pelo Flamengo - que seria a única semelhança com uma governança SAF - o Flamengo defende a si mesmo com o estatuto.
Pagar com bens pessoais não é algo que aconteceria em uma SAF, onde o dono é da SAF é o dono do clube e pode fazer o que bem entender, podendo até quebrar um clube.
No caso do Flamengo, casos de corrupção ou governanças ruins que quebrem o clube resultarão diretamente no bolso dos dirigentes que não atuaram da maneira correta.

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