Clubismo tenta apagar racismo de brasileiros no futebol, diz historiador

Nesta sexta-feira (9), o Fluminense emitiu comunicado oficial para informar que irá processar Arthur Muhlenberg, rubro-negro, colunista do “GE” e criador do Urublog, por conta de um post sobre racismo. Como resultado, a atitude do rival do Flamengo gerou um debate sobre o racismo na história do futebol brasileiro.
De acordo com publicação do historiador Marcos Paulo Neves, o racismo está presente em diversos momentos da história do futebol brasileiro. No entanto, o clubismo das pessoas tenta apagar o histórico de seus próprios clubes.
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O historiador opina que torcedores se negam a admitir que seus clubes e torcidas já se manifestaram de forma racista em algum momento. Os rivais do Flamengo, por exemplo, relativizam os significados do urubu e da palavra “mulambo” para afirmar que não cometem racismo.
“Então não adianta ficar chocado com um argentino imitando um macaco se vc vai ficar tentando reescrever a história daquilo que seu clube/torcida faz ou já fez. É muita imaturidade ter que apelar pro revisionismo só pq vc não consegue admitir q a torcida do seu time já foi racista.”, diz trecho da postagem.
Confira a publicação completa do historiador Marcos Paulo Neves:
Entenda a polêmica entre Muhlenberg e Fluminense após post sobre racismo
Em publicação em suas redes sociais, Arthur Muhlenberg condenou o racismo sofrido pelos tricolores na Argentina. No entanto, também lembrou o histórico racista dos torcedores do Fluminense com rubro-negros. Confira a postagem:

O Fluminense emitiu nota afirmando que acionou o departamento jurídico do clube para tomar as devidas providências. Além disso, o clube alegou que o clubismo no meio digital não pode desviar o curso da luta contra o racismo.