CEO que quer o Maracanã diz que estádio vive sem o Flamengo

Em entrevista ao CNN Esports S/A, Richard Dubois, CEO da empresa que gere o Mané Garrincha, ousou dizer que o Maracanã vive sem o Flamengo. A “Arena 360”, a qual o empresário representa, está na briga pela concessão definitiva do Templo do Futebol.
Dono da concessão do Maracanã ao menos até o fim de 2024, o Flamengo gere o estádio desde abril de 2019. Desde então já investiu em adequações e reformas estruturais e no gramado. Além disso, é o principal clube quando o assunto é quantidade de jogos e de frequência do torcedor.
Leia também: Custo do Maracanã sobe 47% e Flamengo fica só com 37% de bilheteria de R$ 100 milhões
Mesmo diante desses fatores, Richard Dubois afirma que é possível que o estádio viva sem o Mais Querido.
“A operação é viável sem o Flamengo. O clube tem uma relação emocional de longa data com o Maracanã. E eu acho muito bom eles terem o próprio estádio”, disse o empresário.
Em seguida, no entanto, deu sua visão do que ele enxerga como ideal para o Templo do Futebol. Curiosamente, esse ideal inclui o Rubro-Negro.
“A verdade é que o ideal para o Maracanã é que ele tivesse os jogos relevantes, emblemáticos. Se o Flamengo construir o seu estádio, o Maracanã continuaria vivendo, porque não vejo o Flamengo, mesmo tendo estádio próprio, não jogando de vez em quando no Maracanã”, afirmou.
Por fim, ainda disse que essa frequência eventual de jogos do Mengão no estádio abriria espaço para que Vasco e Fluminense mandassem mais jogos no local.
Richard diz que Maracanã não pode ser de Flamengo, nem de nenhum clube
Junto à dupla Fla-Flu e a Vasco (com parceiro), a Arena 360 quer disputar a concessão para gerir o Maracanã pelo período de 20 anos. Em seu favor, Richard defende que o estádio não pode pertencer a time algum.
“O Maracanã é de algum time? Ou é do futebol brasileiro, patrimônio do Rio de Janeiro? Essa resposta vai definir muito do futuro do nosso futebol. Eu acho que ele tem que continuar como patrimônio do Rio. Tem que ser a cara do Rio e de todos os quatro grandes times”, pontuou.
Ou seja, ele se coloca como uma possibilidade mais “equilibrada” em relação aos concorrentes.
“O Maracanã é o Templo Mundial do Futebol e vai continuar sendo. Nós queremos fazer dele mais, ir além. Na nossa proposta, futebol sempre vai ter a prioridade”.