Balançando na gangorra de Dome

14/09/2020, 17:41
Atualizado: 18/02/2025
domenec flamengo

Dome depende da entrega e da convicção de que só o trabalho e a repetição dos conceitos farão alcançar o sucesso

Albert Einstein dizia que “Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.” Assim também acontece no futebol. Para construir um bom time precisa-se de treinamento constante e passar por todos os tipos de desafios para se manter coeso. É óbvio que o Flamengo de Dome ainda não superou essas barreiras, ante o pouco tempo de treinos, em face do calendário sufocante provocado pela pandemia.

E tem outro fator que impacta essa dinâmica, a necessidade de promover um rodízio de jogadores, em razão de uma sequência de jogos extenuante, objetivando evitar lesões musculares. Logo, a derrota para o Ceará, após quatro vitórias consecutivas, traz novamente uma pressão sobre o técnico Catalão.

Do mesmo autor: O Fla de Dome no divã de um bar

Afinal, o que falta para o Flamengo manter um padrão durante toda uma partida? Por que o time se desorganiza completamente após sair atrás no placar? Como aconteceu nos jogos com o Atlético Mineiro, Atlético Goianiense, Grêmio, Botafogo e Ceará. Parece que o time perde a concentração e organização e ataca a lá “bumba meu boi”, o que até permitiu empatar com o Grêmio e o Botafogo, “na bacia das almas”, mas sem qualquer consistência. O triângulo invertido de Dome nem sempre vai ser a melhor solução.

Como tudo na vida, superar uma dificuldade exige foco e “poder mental”, conforme já abordado nos textos “O Flamengo precisa de um novo coach mental” e “O desafio de Torrent”. E vamos precisar dessas qualidades para enfrentar os dois próximos desafios na Libertadores. Primeiro o Independiente Del Valle na altitude de Quito, depois o Barcelona em Guayaquil, onde precisaremos, mais do que nunca, de paciência, atenção e sobretudo foco.

Com todos os jogadores à disposição o Flamengo de Dome tem tudo para superar esse desafio, mas vai depender da entrega e da convicção de que só o trabalho e a repetição dos conceitos farão alcançar o sucesso. Como diria Michael Jordan: “Eu errei mais de 9.000 arremessos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Em 26 oportunidades, confiaram em mim para fazer o arremesso da vitória e eu errei. Eu falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E é por isso que tenho sucesso”.

 


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Allan Titonelli
Autor
Allan Titonelli é rubro-negro, amante do futebol, gosta de jogar uma pelada, assistir partidas, resenhas esportivas ou debater com os amigos sobre “o velho e violento esporte bretão”. Escreveu, ao lado de Daniel Giotti, o livro “19 81 – Ficou Marcado n...