Arquiteto jurídico do Flamengo se despede após 15 anos

Atualizado: 09/01/2026, 11:19
André Galdeano com a taça da Libertadores

Após mais de 15 anos no departamento jurídico do futebol do Flamengo, o advogado André Galdeano deixou o clube nesta semana. Ele chegou ao clube em 2010 para cuidar de contratos e negociações do futebol profissional e teve papel em operações históricas na trajetória recente do Rubro-Negro

➕ Jurídico do Flamengo reduz processos e economiza quase R$ 30 milhões em 2025

Galdeano participou da estruturação de elencos multicampeões, incluindo o de 2019, com Bruno Henrique, Gabigol e Arrascaeta, e também das equipes campeãs de 2022 e 2025. Ele ainda atuou em vendas históricas, como Vinícius Júnior para o Real Madrid e Lucas Paquetá para o Milan. A saída do clube foi noticiada primeiramente pelo 'O Globo'. 

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O advogado começou no Flamengo após o caso envolvendo o ex-goleiro Bruno, quando o clube identificou a necessidade de um profissional especializado em Direito Desportivo.

Entre suas primeiras grandes atuações, Galdeano estruturou a contratação de Ronaldinho Gaúcho, em 2011, e o acordo que transformou a Gávea em centro de treinamento da Seleção Holandesa durante a Copa do Mundo de 2014.

Galdeano passou a integrar o núcleo jurídico da reestruturação institucional na gestão Eduardo Bandeira de Mello, parte fundamental na recuperação do Flamengo. Ele atuou como elo entre atletas, agentes, clubes e advogados para conduzir negociações complexas.

Com o fim de seu ciclo no Flamengo, Galdeano seguirá atuando no Galdeano Advogados, com atuação nacional e internacional. Sua passagem no clube é marcada por contratos modernos, segurança jurídica nas contratações e participação importante na história recente do futebol rubro-negro.

Jurídico do Flamengo divulga relatório sobre 2025

O relatório anual da Vice-Presidência Jurídica mostrou que o Flamengo reduziu em 28% o número de processos em andamento, passando de 873 no fim de 2024 para 628 no final de 2025. Ao mesmo tempo, o clube diminuiu de R$ 95 milhões para R$ 69 milhões o valor reservado para possíveis perdas.

A redução veio de uma revisão completa do passivo e de uma gestão mais estratégica das ações, priorizando os casos de maior risco financeiro. Entre os resultados estão a diminuição de condenações trabalhistas, em especial o caso do ex-jogador Rômulo, suspensão de cobranças de impostos e recuperação de depósitos judiciais antigos.

O relatório também destaca avanços internacionais, com o clube cobrando mais de € 6 milhões de outros times e recebendo € 2,7 milhões em processos externos, incluindo decisão favorável da Fifa. A adoção de inteligência artificial ajudou a mapear os processos, identificar riscos e focar nos casos mais relevantes.

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Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.