Adriano Imperador afirma que poderia ter vencido a Bola de Ouro de 2004 e desabafa sobre a carreira

Um dos maiores ídolos da história recente do Flamengo, Adriano Imperador abriu o coração sobre o auge de sua carreira na Europa. Em entrevista ao "Betsson.Sport Talks", o ex-atacante afirmou que, em 2004, jogou futebol suficiente para ter conquistado a Bola de Ouro, prêmio que acabou ficando com o ucraniano Andriy Shevchenko.
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Dono de uma força física invejável e uma perna esquerda letal, Adriano viveu um ano mágico em 2004. Ele foi o grande protagonista da conquista da Copa América com a Seleção Brasileira, marcando o inesquecível gol de empate contra a Argentina nos acréscimos, e já brilhava com a camisa da Inter de Milão.
Ao relembrar a disputa pelo prêmio de melhor do mundo naquele ano, o Imperador foi direto:
"Acho que eu poderia ter conquistado a Bola de Ouro. Deram para Shevchenko, que era excelente, mas na época eu estava no mesmo nível", declarou.
Números da disputa em 2004
Na época, Shevchenko defendia o Milan e vivia fase esplendorosa, tendo conquistado o Campeonato Italiano de 2003/04 com 24 gols marcados. Na votação da revista France Football, o ucraniano venceu com 175 pontos.
Os principais concorrentes foram o luso-brasileiro Deco (2º lugar, com 139 pontos) e Ronaldinho Gaúcho (3º lugar, com 133 pontos).
Adriano terminou aquela edição na 6ª colocação, com 27 votos. Na temporada 2003/04, o Imperador dividiu seu tempo entre Parma e Inter de Milão, registrando 21 gols e quatro assistências em 31 partidas.
'Poderia ter feito muito mais'
Além da questão técnica, Adriano refletiu sobre os fatores extracampo que impediram que ele dominasse o futebol mundial por mais tempo. O ex-jogador admitiu que, se tivesse mantido o foco, poderia ter prolongado seu auge.
"Eu realmente poderia ter feito muito mais na minha carreira, sempre penso nisso. Quando assisto a vídeos meus, acho que poderia ter jogado mais três ou quatro anos em alto nível. Se eu tivesse conseguido me concentrar, poderia ter ganhado a Bola de Ouro".
Imapcto da morte do pai na carreira de Adriano
O ponto de maior mudança na carreira do craque foi a morte de seu pai, Almir, em agosto de 2004. Embora tenha continuado a jogar em alto nível por um tempo, chegando a ficar em 7º na Bola de Ouro de 2005, a dor do luto cobrou seu preço posteriormente.
"Eu poderia ter feito muito mais, mas chegou um momento em que o Adriano não estava mais lá. Para ser o Imperador, eu precisava ser o Adriano primeiro. Eu estava pensando demais no que tinha acontecido com o meu pai, e não é desculpa, é que isso realmente me entristecia".
Essa tristeza motivou seu retorno ao Brasil, determinado a "colocar a cabeça no lugar". Após passagem pelo São Paulo, ele voltou definitivamente em 2009 para fazer história no Flamengo, onde liderou a conquista do Hexacampeonato Brasileiro. Veja a entrevista completa:














