A história do Flamengo contada em 366 capítulos: 'Hoje é dia de Flamengo' é leitura imprescindível

Escrito pelo carioca Ricardo Fontes, livro licenciado pelo clube conta a história do Flamengo em 366 capítulos, com mais de mil registros
Todos nós sabemos que, a cada livro que lemos, mais culto ficamos. Exercitamos o cérebro e aumentamos a nossa qualidade. No entanto, muitos dizem ter preguiça de ler obras muito extensas. Por isso, que tal uma leitura que pode ser feita diariamente, aos poucos e ainda te deixa mais informado sobre a história do Flamengo? Para te ajudar, recomendamos o novo livro licenciado pelo clube, “Hoje é dia de Flamengo”.
Escrito pelo carioca Ricardo Fontes, o livro traz mais de mil registros a respeito do Clube de Regatas do Flamengo, desde a sua fundação, até os dias atuais. E, como não poderia ser diferente, há espaços especiais na obra, com partes escritas por ilustres rubro-negros. Como exemplo, o prefácio, que é escrito pelo icônico comentarista Washington Rodrigues, o Apolinho, e a introdução, de autoria do humorista Cláudio Manoel, ex-integrante do Casseta e Planeta.
A odisseia de encontrar informações para estruturar o livro
Para elaborar um compilado com tantos fatos históricos sobre o Mais Querido, certamente o trabalho de apuração é árduo. Ainda assim, Ricardo faz questão de salientar que essa tarefa, acima de tudo, foi uma forma de lazer. “Foi um trabalho meticuloso, mas que me deu um prazer imenso. Pude reviver coisas fantásticas que presenciei e pude também conhecer melhor coisas de que apenas ouvira falar. Dá vontade de fazer tudo de novo”, explicou o autor.
Entre as histórias que o escritor teve contato ao fazer sua pesquisa, duas merecem destaque, por suas peculiaridades, que acabaram chamando a sua atenção. Uma delas diz respeito a um atleta do Flamengo na década de 20. No início do Campeonato Carioca de 1927, nada deu certo para o Rubro-Negro. Após derrotas acachapantes para Vasco e Botafogo, não haviam muitas esperanças de que o título pudesse ser conquistado. E daí, vem o fato pitoresco.
Moderato, um dos principais jogadores daquela equipe, teve de passar por procedimento cirúrgico para tratar uma apendicite. Para terminar de disputar o torneio, usava uma cinta abdominal, que foi sua parceira na final, diante do América. Contra todos os obstáculos, o atacante ainda fez o gol que deu a conquista ao Flamengo. Dali, surgiu o rótulo de “clube da raça e da força de vontade.

Mas, nas palavras de Ricardo, o que mais lhe surpreende na história do Flamengo são as inúmeras adversidades que apareceram no meio do caminho. “Agora, de verdade, o que mais me marcou em toda a trajetória de pesquisa do livro é que nada foi fácil para nós. Nossa primeira baleeira, a Scyra, afundou na sua primeira regata, ficamos anos e anos sem estádio até o arrendamento da Rua Paysandu e mesmo assim tivemos que devolvê-lo depois por falta de dinheiro”, cita algumas das dificuldades.
A superação faz parte da história do Flamengo
Além disso, teve também uma fuga policial, envolvendo os atletas do remo. “Nossos heróis remadores da segunda travessia Rio-Santos tiveram que sair fugidos da polícia, que queria impedir a aventura pela própria segurança deles”, conta Ricardo. Algumas das histórias que fazem com que a aquisição do livro e sua leitura se tornem fundamentais. Esses acontecimentos fazem com que o autor exalte uma característica em toda a trajetória rubro-negra: a superação.
“Não foram poucas as histórias de superação e de quebra de limites. Nunca é fácil para nós”, diz Ricardo, que complementa fazendo alusão a sua trajetória pessoal de amor pelo clube. “Quando cresci, a paixão e a loucura só aumentou e sempre estive onde o Flamengo mais precisava de mim: em 2001, fui a Juiz de Fora e assisti o jogo que nos manteve na primeira divisão com a vitória sobre o Palmeiras. Estive em Volta Redonda contra o Cruzeiro, em 2004, e em todos os jogos do terrível ano de 2005, lá na Arena da Ilha do Governador”, relata o autor.
E Ricardo compensou todo esse esforço no ano de 2019. Que foi, justamente, quando fez sua maior loucura pelo Flamengo: cruzar o continente e o mundo para acompanhar seu time de coração. “E tudo isso se pagou no ano passado. Tive a honra de estar em Lima e em Doha e posso te dizer do fundo do coração, que ambas foram experiências transcendentais para mim. Não tenho palavras”, enfatiza.

Aventura no mundo da escrita
Apesar de levar jeito para a coisa, Ricardo é de uma área diferente da que você possa imaginar. Muitos que dedicam seu tempo escrevendo livros sobre times de futebol fazem parte da imprensa esportiva. Porém, seu caso é outro. Com maiores experiências no ramo empresarial, especificamente o de commodities e de telecomunicação, seu plano era publicar o primeiro livro em 2010. Mas não foi possível.
“Comecei a pesquisa para o livro em 2010: fui contratado por uma editora para escrever um livro que nunca foi impresso. Apesar da frustração, não desisti e continuei a pesquisa ao longo dos anos. Foram inúmeros livros, vídeos e principalmente o arquivo dos jornais”, conta Ricardo. A Biblioteca Nacional foi a sua maior fonte para que a obra ficasse rica em informações. E, ao contrário do que se pode achar, não é tão complicado encontrar certos registros.
“A Biblioteca Nacional possui uma ferramenta on-line fantástica para a pesquisa do acervo de revistas e jornais, que é organizada por data e ainda permite a seleção de textos por palavras chaves. Para quem gosta de história e é apaixonado pelo Flamengo, não existe nada melhor”, ressalta. E, para quem for ler “Hoje é dia de Flamengo” e gostar da leitura, é viável ficar animado. Afinal, Ricardo não pretende parar nesse livro.
“Já estou sentindo falta de escrever e tenho certeza que não irei parar por aqui. Tenho vários interesses, mas o futebol, mais especificamente o Flamengo, terão sempre prioridade. Alguns de nossos heróis e títulos merecem um aprofundamento maior ainda sobre suas conquistas e relação com o Flamengo. Ideias não faltam”, diz o autor, que teve o espírito de escritor ressuscitado dentro de si, após realizar um curso de roteiro de cinema.
Qual a definição de Flamengo?
A resposta para essa pergunta pode depender de cada um. Sua relação com o clube vai influenciar diretamente no que se pensa de Flamengo. Muitos não podem o acompanhar de perto, por se tratar de uma instituição com torcedores no país e mundo inteiros. Entretanto, na visão de Ricardo, uma declaração dada pelo atacante Agustín Valido, para o extinto Jornal dos Sports, em 1944, se encaixa como a perfeita definição do que é esse clube.
“Nasci longe, mas Flamengo. Não há nada que se compare a esse clube, imperfeito como todos, onde ao que se diz, mandam muitos, superado até em organização por outros. Sem embargo, vence sempre. Por que vence? Porque está na alma do povo. Porque é a própria alma do povo”, foi a mensagem que Valido proferiu após gol marcante feito em 1944. Palavras ditas pelo argentino, mas que estão de acordo com o que Ricardo pensa.
A história desse gol e de vários outros acontecimentos emocionantes, inusitados, marcantes, surpreendentes e memoráveis, você pode encontrar no livro “Hoje é dia de Flamengo”, que já está a venda. Para comprá-lo, basta clicar nesse link. As entregas ocorrerão a partir do dia 14 de dezembro. Ou seja, uma excelente dica de presente de Natal para o papai, a mamãe, o tio ou qualquer outro flamenguista de seu convívio.

Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação